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Copa São Paulo

Trio desafia aproveitamento ruim na Copinha

Considerando as três últimas edições da principal disputa nacional de base, nenhum jogador virou titular de Atlético, Coritiba e Paraná

Allan Aal, atual técnico do Coritiba, disputou três Copinhas no final dos anos 90 | Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo
Allan Aal, atual técnico do Coritiba, disputou três Copinhas no final dos anos 90 (Foto: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)
Tricolor se prepara para mais uma participação na Copinha |

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Tricolor se prepara para mais uma participação na Copinha

Principal vitrine de promessas do futebol brasileiro, a Copa São Paulo de Futebol Júnior inicia hoje, com seis jogos, sua 45.ª edição. Atlético, Coritiba e Paraná, únicos representantes paranaenses entre os 104 participantes, estreiam apenas no domingo, todos às 16 horas. Para o Trio de Ferro, porém, o torneio sub-19 que já foi fonte abundante de reforços passa por longo jejum sem formar um titular para os times profissionais.

Autor do gol que livrou o Coxa do rebaixamento no último Brasileiro, na vitória sobre o São Paulo, o zagueiro Luccas Claro jogou a Copinha em 2010, mas apenas em 2013 solidificou seu lugar na equipe. Foram quatro anos entre a estreia na competição, na época sub-18, e a chance efetiva na equipe principal – caso único entre os grandes do estado nos últimos três anos.

Até 2006, quando a idade limite era 20 anos, o cenário era diferente. "Teve uma ocasião que o Reginaldo Araújo [lateral] e eu jogamos três partidas e voltamos antes para compor o grupo do profissional", lembra o ex-zagueiro Allan Aal, técnico do Coritiba nesta edição da Copa São Paulo. O Alviverde estreia contra o América-RN e ainda enfrenta Villa Nova-MG e Grêmio Novorizontino-SP na primeira fase.

A reclamação dos treinadores é que com o "teto" imposto, muitos jogadores acabam no limbo, já que ultrapassam a idade para disputar a Copinha uma segunda vez, mas ainda não estão prontos para o profissional. "E aí o clube acaba liberando muita gente porque precisa trabalhar a próxima safra", explica Luciano Gusso, treinador do Paraná, que terá como adversários Guarani, São Raimundo-RR e Desportivo Brasil.

Desde 2009, quando revelou o zagueiro Manoel e o atacante Marcelo, hoje titulares absolutos, o Atlético não emplaca um destaque da Copinha. Vários nomes foram testados sem sucesso, como os laterais Bruno Costa e Héracles, o meia Harrison e o atacante Edigar Junio. Desafio para o grupo atual, que joga diante de Mirassol-SP, Rondonópolis-MT e Penapolense-SP, para tentar repetir o sucesso – e os frutos – do vice-campeonato de cinco anos atrás.

Horários ‘ingratos’ e calor marcam largada do torneio de jovens

Amanhã, logo no segundo dia de jogos da Copa São Paulo de Futebol Júnior, as equipes serão apresentadas a uma sequência de jogos em horários ingratos. Taubaté e Itabaiana abrem os trabalhos às 9 horas. Uma hora depois, Grêmio e São Caetano se enfrentam. Às 11 h, jogam Cruzeiro e São José-AP, enquanto ao meio-dia, por exemplo, é a vez de Taboão da Serra e Luverdense medirem forças. Para fechar, ainda tem Marília e Brasília às 15 h. Sorte dos times paranaenses que na primeira fase do torneio jogarão sempre às 16 horas? "Não é nem sorte. É só menos pior", garante o técnico do Coritiba, Allan Aal. "Em Mogi, na nossa sede, chega a bater 40ºC às 16 h [no Horário de Verão]. Joguei certa vez lá e o juiz teve de parar a partida três vezes", acrescenta ele, que passou a comandar os treinamentos no horário das partidas. Para o treinador paranista, Luciano Gusso, o desgaste chega a ser prejudicial. "A competição é curta, são muitos jogos em pouco tempo. Dependendo do horário, o cansaço dos atletas aumenta muito", alerta o comandante, que terá como sede a cidade de Tatuí.

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