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Paranaense

Futpar elabora proposta, mas FPF nega mudanças e caso segue no STJD

Encontro dos clubes traz ponto de vista técnico, contudo federação e Coritiba deixam polêmica com instância máxima. Procurador alerta para possíveis decisões

Nasceu morta a proposta elaborada pela Futpar para pôr fim à polêmica em torno do artigo 9.º do Campeonato Paranaense. A entidade que representa 14 dos 15 clubes participantes se reuniu com sete membros na tarde desta quinta-feira, elaborou uma proposta, mas a Federação Paranaense de Futebol (FPF) já adiantou que nenhuma mudança será feita e que cabe ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidir o desfecho do caso. E ele pode desagradar todos os envolvidos.

A proposta elaborada pela Futpar previa a manutenção do critério para que os quatro primeiros colocados na primeira fase mandassem quatro partidas em casa e três fora. Mas a mudança seria levar o critério técnico em conta, ou seja, o primeiro enfrentaria o 2.º, 3.º, 4.º e 5.º em casa, o segundo teria o mando diante do 3.º, 4.º, 5.º e 6.º, e assim sucessivamente. Além disso, independente de posições, o mando dos clássicos entre Atlético Paranaense, Coritiba e Paraná Clube (se classificados) seriam revertidos, levando em conta a fase inicial.

Esta proposição foi referendada pelo presidente do Furacão, Marcos Malucelli, pelo presidente do Paraná, Aurival Correia, além dos mandatários de J. Malucelli (Juarez Malucelli), Iraty (Sérgio Malucelli) e Rio Branco (João Carlos Frumento). Cascavel e Toledo participaram por intermédio de uma procuração e foram representados pelo presidente da Futpar, Joel Malucelli. Mas antes mesmo da proposta chegar à FPF ela já foi rechaçada.

"A FPF não se envolve com a Futpar, é um direito dos clubes se reunirem e formalizarem uma proposta. Me chamaram na última hora, mas eu disse que não iria. De qualquer forma, esta proposta só tem metade dos clubes (representados pela Futpar). O arbitral já foi feito, o campeonato está em andamento e eu entendo que qualquer mudança pediria unanimidade. Da forma com que as coisas estão colocadas tudo continua como está", afirmou o presidente da FPF, Hélio Cury, à Gazeta do Povo Online.

A posição do mandatário da federação é deixar o caso nas mãos do STJD, e cumprir o que for decidido pelo tribunal. "Já nos pronunciamos sobre o assunto e a procuradoria está notificando os clubes. Se todos os clubes entendessem por uma mudança, levaríamos em conta, mas não é o caso", completou. A posição é a parecida com a do Coritiba, único clube dos 15 participantes do Estadual que não faz parte da Futpar.

"Não opinamos sobre esta proposta (da Futpar), e a princípio a última palavra é da FPF. Vamos respeitar a decisão do STJD sobre o caso, e entendemos que qualquer modificação neste momento seria precária", disse o diretor jurídico do Coxa, Gustavo Nadalin. Ele entende também que o STJD é o órgão mais competente para decidir o destino do polêmico artigo e, consequentemente, da tabela da segunda fase.

Caso pode terminar com sete jogos sob o mando do primeiro colocado

Diante deste fato, segundo adiantou o advogado do Atlético no caso Domingos Moro, a situação deve acabar nas mãos dos auditores do STJD. "Acho a proposição da Futpar justa, leva em conta os critérios técnicos para decidir os mandos, que só podem ser sequênciais, senão os melhores colocados serão punidos. Se fosse aceita pela FPF, o Atlético aceitaria retirar a ação no STJD, mas se for negada, tudo segue lá no Rio de Janeiro. O processo está bem instruído e pode resultar em vários resultados", avaliou.

Esta opinião de Moro é corroborada pelo procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt. "(Sem um acordo) se corre um risco maior porque o STJD pode decidir, por exemplo, que a redação atual vale em sua íntegra e o Atlético, caso fique em primeiro nesta fase, poderá sim mandar os sete jogos dentro da Arena. É algo possível. Se criaria uma celeuma no campeonato, por isso uma definição local teria sido melhor", explicou Schmitt. Sobre a posição da procuradoria no caso, o procurador deu mostras de que existem diversos pontos a serem discutidos e levados em conta no julgamento.

"É possível que o julgamento ocorra em caráter extraordinário no próximo dia 19, mas depende do presidente (Rubens) Approbatto. Não posso opinar sobre o processo neste momento, mas a FPF se manifestou e enviou aos autos manifestações de oito ou dez clubes, todas com redações praticamente iguais. Isto nos chamou a atenção e será levado para os auditores, já que nos parece que há uma situação dirigida, uma ingerência da federação. Além disso, a redação do artigo e a tabela divulgada levam em conta o equilíbrio? Creio que não, então é algo que caberá aos auditores decidirem", finalizou.

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