
Foz do Iguaçu - Apesar de ser um dos clubes brasileiros que mais fornece jogadores das categorias de base para a equipe profissional, os jovens talentos do Coritiba vão precisar de muito trabalho e paciência para ganhar uma oportunidade neste início de temporada.
Do grupo de 31 atletas que se prepara em Foz do Iguaçu para estrear no Paranaense no próximo domingo, 13 foram revelados ou passaram pelas divisões inferiores alviverdes. Nenhum deles, entretanto, deve ser titular da equipe de Marcelo Oliveira já contra o Operário, fora de casa.
A explicação é simples. A base da equipe de 2010, dirigida pelo então técnico Ney Franco, foi mantida apenas reforços pontuais foram contratados. Neste caso, Eltinho, Emerson e Jonas parecem ter levado a melhor na disputa inicial das vagas que estavam em aberto com a saída de algumas peças.
No papel de comandante, Oliveira, treinador oriundo das categorias de base do Atlético-MG, esclarece a questão. "O Coritiba tem uma equipe montada, mas não está descartado que alguém, na medida do possível, chegue, mostre seu valor e se torne titular", afirmou. "Hoje um atleta está fora até do banco, mas amanhã pode ser chamado para começar uma partida. Por isso é preciso se dedicar aos treinos e estar preparado", continuou, enquanto elogiava a qualidade de seus pratas da casa.
O zagueiro Luccas Claro, um dos cinco alçados ao time principal neste ano, chamou a atenção do treinador nestes primeiros dias de isolamento. Além dele, os goleiros Caio e Rafael Martins, o volante Djair e o meia Dudu também já fazem parte do time profissional. "[O Luccas] Tem boa colocação, cabeceio e, apesar do porte físico privilegiado, é rápido no mano a mano", citou Oliveira.
Com passagens pela base do rival Atlético, além do Trieste, antes de chegar ao Coritiba, Luccas, de 19 anos, ainda vê um longo caminho pela frente. "Venho conversando sobre isso com meus companheiros. No começo vai ser mais difícil, temos de respeitar os mais experientes, responsáveis por várias conquistas, mas quando chegar a hora quero agarrar e não sair mais", disse, ainda com jeitão de moleque.
Para aqueles que não receberem a oportunidade tão cedo, uma novidade. A partir do segundo semestre o Coxa irá participar pela primeira vez do Brasileiro Sub-23, uma espécie de releitura do antigo torneio de aspirantes, competição propícia para a lapidação de diamantes brutos.
Algo que Marcelo Oliveira conhece bem: "Tive uma loja de joias por dez anos depois de largar as chuteiras e sempre há a possibilidade de encontrar algum talento em estado bruto. O futebol brasileiro é fonte inesgotável de jogadores e quem sabe eu não possa lançar alguns que se firmem aqui no Coritiba".



