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Paranaense

Geninho terá duas semanas para arrumar o Atlético

Sem jogos no meio desta e da próxima semana, técnico espera corrigir boa parte dos erros da equipe, principalmente no passe e marcação

Geninho aproveita semana sem  jogo para aprimorar fundamentos | Jonathan Campos/ Gazeta do Povo
Geninho aproveita semana sem jogo para aprimorar fundamentos (Foto: Jonathan Campos/ Gazeta do Povo)

Hoje, no CT do Caju, Geninho po­­derá começar os treinos que na sua opinião são fundamentais para melhorar o desempenho do Atlé­­tico. Contente por não ter jogos no meio desta e da próxima semana, o comandante rubro-negro espera diminuir os erros e fazer a equipe enfim evoluir.No entanto, o trabalho não será fácil. O próprio Geninho já admitiu que a equipe vem errando muitos passes e que entrega a bola muito fácil para o adversário. Outro problema está na marcação, com o treinador reclamando diversas vezes que os jogadores dão muito espaço.

Mas o colunista da Gazeta do Povo, Carneiro Neto, lembra que esses são só dois desafios do treinador. "Tem de acertar o posicionamento da zaga. Qualquer time deixa o Atlético em pandemônio. Contra o pior time do campeonato, o goleiro Renan Rocha teve de trabalhar para salvar a equipe", argumenta, adicionando à lista de necessidades os trabalhos de finalização e de saída da defesa para o ataque. "É tudo. Como di­­zia uma propaganda antiga, precisa melhorar do piso ao teto", completa.

Para ele, a questão central está nas más contratações. "O problema todo é individual, os jogadores são muito fracos. Só contratam atletas de segunda linha ou veteranos que já estão entregues. Daqui a pouco o Atlético é capaz de convidar o Nem e o Cocito", ironiza.

Também colunista da Gazeta do Povo, Airton Cordeiro é mais fatalista. "O problema do Atlético não se resolve nem em duas semanas e nem em um mês. Está comprovado que a tarefa do Geninho é extremamente difícil. Sem reforços de qualidade ele pouco vai poder fazer do ponto de vista técnico e tático", opina. "O Atlético no Estadual já fez o que tinha de fazer. Melhor do que isso, dificilmente fará. Continuará inconstante", sentencia.

Cordeiro vai mais além. Para ele, o problema político do clube também influencia no rendimento dos jogadores, muito abalados com a pressão decorrente das apresentações ruins. "Hoje o time do Atlético está sofrendo com uma campanha de desmoralização da equipe. Para a oposição política, quanto pior, melhor na futura eleição", afirma.

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