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Paranaense - Semifinal

Guilherme Macuglia precisa vencer para resgatar confiança da torcida

Bady Assad faz tres shows na capital | Divulgação/Teatro da Caixa
Bady Assad faz tres shows na capital (Foto: Divulgação/Teatro da Caixa)

A contratação do técnico Guilherme Macuglia foi vista com desconfiança pelos torcedores do Coritiba, imprensa e até mesmo da diretoria alviverde. Anunciado após a queda de Gilberto Pereira – demitido após dois jogos na temporada – o treinador gaúcho trouxe na bagagem um currículo de trabalho experiente no sul do país e a conquista do Criciúma na Série C do Brasileirão.

Durante o Campeonato Paranaense o treinador, aos poucos, foi ganhando a confiança dos jogadores e conseguiu somar um impressionante retrospecto de 15 jogos sem perder (o que ultimamente é muito significativo para o Coritiba). A torcida diminuiu as críticas a comissão técnica e até contra a diretoria e deu tempo ao comandante alviverde para que ele mostrasse serviço.

Os resultados foram aparecendo e a invencibilidade começou a ser o grande cartão de visitas de Macuglia. Contudo, problemas de contusões e na montagem tardia do elenco fizeram com que o treinador não conseguisse dar um padrão de jogo ao time e as críticas voltaram a surgir. Depois de ser chamado de burro durante um jogo em que terminou vitorioso, Macuglia disparou: "Acho que sou um burro com sorte então".

"No começo tínhamos uma cobrança para iniciar a formação da base para a Série B, depois para entrar na fase decisiva do Paranaense e agora estamos sendo cobrados pelo título. Tudo isso passa pelo Paranavaí e todos os jogadores tem consciência disso e é importante que eles estejam recuperados independente de quem vá jogar", comentou Macuglia.

A série de jogos invictos terminou na semana passada, quando o time foi até o Noroeste do Paraná e foi derrotado pelo Paranavaí por 3 a 2. Além de perder a vantagem que tinha conquistado com a melhor campanha do estado, o treinador sofreu outro revés dias depois ao perder em casa para o Botafogo pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

O treinador parece assimilar bem a pressão a que está submetido. "Olha, sabemos que o futebol é pressão. Jogador ou treinador que entra no futebol e não souber conviver com pressão, é melhor procurar outra profissão. Nós sabemos que precisamos do resultado. Os jogadores sabem que hoje trabalhar no Coritiba é pressão a todo momento. Estamos muito perto entre o céu e o inferno. Ontem estávamos invictos. Hoje perdemos duas e temos que buscar a recuperação. Tenho certeza que o grupo vai dar a resposta".

O adversário Paranavaí inspira cuidados. "Enfrentaremos uma equipe que tem um sistema de jogo e vem jogando há tempos e que ainda não perdeu para os grandes. Mas nas duas partidas que fizemos contra eles nós pecamos pela falta de atenção e concentração. Agora temos mais uma decisão e temos a chance de fazer os três pontos diante do nosso torcedor, que com certeza vai comparecer. Eles têm procurado nos dar apoio e têm pedido garra e força. Temos a obrigação de fazer o resultado".

O futuro de Macuglia no comando do Coritiba é uma incógnita. Quando assumiu, o treinador ganhou do coordenador de futebol João Carlos Vialles o prazo de 60 dias para trabalhar, mas sua continuidade depende do sucesso do time no Paranaense e também na Copa do Brasil.

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