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Patrimônio

Hipótese “interessante”

Vilson Ribeiro de Andrade, mandatário do Coritiba, fala pela primeira vez sobre a possibilidade de o clube trocar o Couto por um novo Pinheirão. Dirigente trata do assunto com simpatia

Vilson Ribeiro de Andrade: “Para a cidade seria uma solução interessante” | Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Vilson Ribeiro de Andrade: “Para a cidade seria uma solução interessante” (Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)

Mesmo após a divulgação de detalhes do projeto, Vilson Ribeiro de Andrade trata apenas como uma "hipótese" a possibilidade de o Coritiba trocar o Couto Pereira por um "novo Pinheirão". O projeto envolve o clube, a Federação Para­naense de Futebol (FPF) e um grupo investidor – tudo mantido cautelosamente em sigilo.

"Evidentemente, se surgir um fato novo e for uma proposta su­­perinteressante para o clube, nós vamos reavaliar. Eu seria hipócrita de dizer que o Coritiba não vai estudar. Mas não posso falar hoje em uma situação que não existe", despista o dirigente, que justifica a posição lembrando das obras de melhoria do Couto Pereira que têm sido feitas em sua gestão.

Ao tratar do apego emocional da torcida com o Alto da Glória – razão forte para barrar qualquer mudança –, Andrade mostra que, para ele, uma possível transferência não seria traumática, quebrando outra barreira pa­ra a concretização do negócio. "A vida é interessante. Quando a obra do novo estádio do Porto foi iniciada, eram muitas as contestações. Hoje ele é visto como o maior empreendimento para a cidade", diz.

O mesmo valeria para uma construção onde hoje está o velho Pinheirão. "Para a cidade seria uma solução interessante. É uma região degradada. É uma área muito importante, para em­­pre­endimento imobiliário ou estádio", ressalta.

Um grupo de investidores planeja gastar cerca de R$ 1 bilhão em um complexo imobiliário, que, além do novo lar coxa-branca, contaria com shopping, hotel e condomínio residencial no Tarumã. A intenção é erguer uma praça esportiva para 45 mil pessoas, ao custo de aproximadamente R$ 440 milhões, nos padrões atuais exigidos pela Fifa.

O problema é que o empreendimento depende da assembleia marcada pela FPF para o dia 1.º de setembro, que tratará da venda do Pinheirão. Por isso o silêncio entre os coxas-brancas. Falar abertamente da ideia pode es­­quentar demais o encontro, transformando-o em campo para disputas políticas e clubísticas, dizem os representantes alviverdes.

"Tem um investidor. Isso é certeza, se não a Federação não faria uma assembleia. É a análise que eu faço. Agora, eu não posso falar em hipóteses, pois não sei se será aprovada [a venda]. Antes da reunião o Coritiba não se pronuncia. A assembleia é soberana. Se não aprovar, tudo cai no vazio", afirma Andrade.

De certo, somente a disposição em não comprometer o caixa alviverde, seja qual for o futuro. "Estive em Portugal e visitei o Sporting. O clube comprometeu seu orçamento por 20 anos. Eu fui o maior defensor do Atlético em não comprometer o seu patrimônio para fazer o estádio para a Copa. O Coritiba jamais, de forma nenhuma, vai considerar uma proposta que comprometa o seu patrimônio. Eu seria irresponsável", crava o dirigente.

Você é a favor do Coritiba trocar o Couto por um novo Pinheirão? Opine.

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