Mal venceu a disputa para receber os Jogos Olímpicos de 2016 e o Rio de Janeiro já estabelece padrões a serem seguidos. Pelo menos por futuras candidaturas a grandes eventos. Discursando no evento Líderes no Futebol, que está sendo realizado no Estádio Stamford Bridge, do Chelsea, na capital inglesa Londres, o executivo-chefe da campanha da Inglaterra a sede da Copa do Mundo de 2018, Andy Anson, citou nesta quinta o trabalho da cidade brasileira como um do exemplos a copiar.
"A forma como todos estavam integrados apoiando a candidatura e a participação do presidente Lula desde os primeiros dias foram fantásticos. Acredito que temos muito o que aprender com a maneira como o Rio entrou nessa disputa. A empolgação da candidatura foi impressionante."
"Todos pensavam que Chicago era favorita desde o primeiro dia e esse é o lugar mais difícil para estar. Qualquer um que diga que a Inglaterra é favorita não estará nos fazendo nenhum favor."
Ele não descartou contar com o primeiro-ministro britânico na reunião do Comitê Executivo da FIFA, em 2 de dezembro de 2010, quando as sedes das Copas de 2018 e 2022 serão definidas.
"Mas uma das lições do Rio é a de que o Governo precisa estar totalmente integrado na campanha. Seria um erro levar o primeiro-ministro apenas para o dia da decisão."
Um dos problemas que a candidatura inglesa enfrenta é uma possível troca de poder pouco antes do anúncio da FIFA. O Partido Conservador, oposição ao atual governo trabalhista, lidera as pesquisas e é o favorito para fazer o novo primeiro-ministro nas eleições gerais do ano que vem.



