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Libertadores

Insatisfação imperial

Derrota para o Vélez escancara a bronca de Adriano por ser pouco utilizado. “Infelizmente é o professor quem manda”, dispara o zagueiro Manoel

 | Albari Rosa, enviado especial/ Gazeta do Povo
(Foto: Albari Rosa, enviado especial/ Gazeta do Povo)
A derrota atleticana por 2 a 0 para o Vélez Sarsfield em Buenos Aires em três atos: comemoração dos argentinos pelo gol de Tobio, o primeiro do jogo; a quase briga de Deivid com o goleiro Weverton; e a amargura de Adriano na saída de campo por ser pouco utilizado |

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A derrota atleticana por 2 a 0 para o Vélez Sarsfield em Buenos Aires em três atos: comemoração dos argentinos pelo gol de Tobio, o primeiro do jogo; a quase briga de Deivid com o goleiro Weverton; e a amargura de Adriano na saída de campo por ser pouco utilizado

A saída de campo do Atléti­­co ontem, no Estádio José Amalfitani, em Buenos Aires, foi sintomática. Irritado com a derrota por 2 a 0 para o Vélez Sarsfield, o atacante Adriano não falou com a imprensa após jogar menos de 11 minutos e, novamente, pouco ajudar o time. Em sua defesa, o zagueiro Manoel deu pistas da insatisfação do grupo com o técnico Miguel Ángel Portugal. "Infelizmente é o pro­­fessor quem manda", disparou, à Fox Sports, o camisa 3 do Furacão, equipe que não foi nem sombra daquela que conquistou a classificação para a Libertadores no ano passado.

O experiente time argentino nem sequer precisou jogar bem para vencer. Sem experiência internacional, os paranaenses, cuja média de idade do elenco é de 22 anos, não impuseram dificuldade ao adversário e voltam para casa deixando a pior impressão possível. E com seu jogador mais emblemático insatisfeito.

"Penso que com o Adriano temos de ter tranquilidade para ele fazer coisas boas pelo time. Ele jogou na primeira partida [13/2, contra o The Stron­­gest] e hoje [ontem] jogou mais minutos, mas temos de ter calma", desconversou o treinador, que claramente optou por tentar competir com os argentinos, não enfrentá-los de frente.

Ao escalar uma equipe com cinco jogadores no meio de campo e Éderson isolado no ataque, a intenção ficou nítida. Comprometido taticamente, o Furacão até conseguiu o objetivo durante os primeiros 38 minutos do jogo. Entretanto, por praticante abdicar do ataque, pagou caro.

O esforço para impedir o jogo do Vélez foi em vão quando Tobio aproveitou falha da defesa após cobrança de escanteio e mandou para o gol. A bola ainda bateu no travessão, mas cruzou a linha. Irritado, o volante Deivid cobrou o goleiro Weverton pela omissão no lance. Manoel teve de separá-los antes que os ânimos se exaltassem ainda mais.

Com o placar aberto, o Furacão perdeu a concentração. Aproveitando os espaços, o rápido atacante Zárate poderia ter ampliado não fosse a pontaria ruim. A postura atleticana não mudou após o intervalo. Fran Mérida e Mira­­baje avançaram mais para tentar ajudar Éderson, mas Portugal logo voltou atrás e sacou Mérida para lançar o atacante Mosquito, de 18 anos, situação que havia sido treinada durante todo o reconhecimento na segunda-feira à noite.

Sem esboçar reação – o goleiro Sosa nem sujou seu uniforme azul –, Portugal partiu desesperado para um 4-3-3, com Bruno Mendes no lugar de João Paulo. Não funcionou.

Sem fazer esforço, o Vélez ainda fez mais um, com Lucas Pratto (34/2.º). "Acho que a gente não jogou bem. Pecamos muito na bola parada, vacilamos", resumiu Manoel, que viu o clube cair para a terceira posição do Grupo 1, com os mesmos três pontos do The Strongest, da Bolívia. O Vélez lidera com seis, enquanto o Universitário, rival do Atlético no próximo dia 13 de março, em Lima, está zerado.

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