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guia do paranaense 2011

Irmãos coragem

Cascavel promove vários jogadores dos juniores para diminuir a folha de pagamento e dar um gás a veteranos como Jean Carlo e Sidclei

Jean Carlo -O Sr. Milagre da Serpente tem poderes para fugir de todas as armadilhas do Estadual | Marcos de Mello
Jean Carlo -O Sr. Milagre da Serpente tem poderes para fugir de todas as armadilhas do Estadual (Foto: Marcos de Mello)

Depois de 14 anos sem jogar em um mesmo time (o último clube em que estiveram juntos foi no Atlético, em 1996), o meia Jean Carlo, 39 anos, e seu ir­­mão, o volante Sidclei, 38, querem usar o que de melhor aprenderam no futebol para ajudar o Cascavel a brigar em pé de igualdade com o trio de ferro e com os times do interior. "É uma alegria voltar para as raízes depois de 21 anos longe de casa. Faz seis anos que não disputo o Paranaense, o último foi em 2004 pelo Paraná. Sei que é um campeonato muito difícil e agora o nível está mais alto, não só pela força dos times da capital, mas também por que os clubes do interior têm se reforçado", observa Jean Carlo, que atuou no Furacão junto com Oséas e Paulo Rink, além de ter passado pelo Palmeiras, em 1992.

A Serpente tem mais seis atletas na faixa dos 30 anos. Para compensar o peso da idade, 11 jogadores da base foram chamados para garantir o rendimento nos gramados, e assim diminuir a folha de pagamento. "Temos que tomar alguns cuidados porque durante a competição um jogador na casa dos 35 anos se desgasta de 20% a 30% mais do que um atleta jovem. Porém, o desempenho de jogadores como o Jean não nos preocupa: estamos sempre atentos à quantidade de trabalho exigida e ao tempo de recuperação deles", afirma o treinador José Guedes, que em 2010 foi auxiliar técnico da Serpente e chegou ao sétimo lugar no campeonato. Sobre a dupla de irmãos, ele declara: "Tenho certeza de que vão contribuir muito para o Cascavel, porque, assim como o técnico é o co­­­mandante externo, eles são os comandantes internos e chamam a responsabilidade para si", comenta, apostando na permanência do time na elite regional.

Com tantos anos de gramado, atualmente as ambições dos "irmãos coragem" são de curto prazo. "A carreira está acabando, mas não entramos no campeonato para brincadeira, nem por dinheiro, mas sim porque gostamos de jogar e queremos manter o Cascavel entre os primeiro do futebol estadual", diz Sidclei, o caçula.

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