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Fachin nega pedido da oposição para impedir Nunes Marques de decidir sobre CPI do Master

Fachin nega pedido da oposição para impedir Nunes Marques de decidir sobre CPI do Master
Senadores da oposição alegaram que Nunes Marques teria relação próxima com Ciro Nogueira, alvo da operação que investiga o Master. (Foto: Sophia Santos/STF)

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, negou o pedido de suspeição contra o ministro Nunes Marques apresentado por senadores da oposição. Com isso, Nunes Marques permanece como relator do mandado de segurança que discute a instalação da CPI do Banco Master no Senado.

A decisão foi assinada na quarta (3) e divulgada nesta sexta (5). A ação de suspeição foi movida pelos senadores Alessandro Vieira (MDB-SE), Eduardo Girão (Novo-CE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM).

Eles sustentavam que o magistrado possui uma “relação íntima e notória” com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, que mira o Master.

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Nogueira foi um dos principais articuladores da indicação de Nunes Marques ao STF em 2020.

O principal fundamento utilizado por Fachin para rejeitar o afastamento do colega foi a “intempestividade”, ou seja, o pedido foi apresentado fora do prazo legal estabelecido pelo Regimento Interno do STF (RISTF).

Segundo o artigo 279 da norma interna, a suspeição de um relator deve ser suscitada em até cinco dias após a distribuição do caso.

Embora o processo tenha sido distribuído a Nunes Marques em 26 de março de 2026, a arguição de suspeição só foi protocolada pelos parlamentares em 12 de maio.

Fachin destacou que a iniciativa extrapolou em mais de um mês o limite regimental, citando diversos precedentes da Corte que reforçam a necessidade de cumprir os prazos para questionar a isenção de um magistrado.

Os parlamentares argumentaram que novos fatos surgiram em maio de 2026, quando o ministro André Mendonça autorizou mandados de busca e apreensão contra Nogueira na operação realizada em 7 de maio.

Segundo a Polícia Federal, Nogueira teria recebido uma mesada de R$ 300 mil a R$ 500 mil de Daniel Vorcaro, dono do Master. Em nota, a defesa do senador afirmou que ele “não teve qualquer participação em atividades ilícitas”.

Para os senadores da oposição, haveria um conflito de interesses de Nunes Marques, já que a CPI pretende investigar justamente a rede de influência de Vorcaro.

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