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Atletismo

Jadel falha e mina previsões da confederação

Prata em Osaka, paranaense acaba em oitavo no salto triplo, em outra final que os dirigentes brasileiros esperavam pódio

Jadel Gregório salta em Berlim: triplista diz ter sofrido com autoestima reduzida e falta de patrocínio | Adrian Dennis/AFP
Jadel Gregório salta em Berlim: triplista diz ter sofrido com autoestima reduzida e falta de patrocínio (Foto: Adrian Dennis/AFP)

Berlim - As previsões otimistas da Con­­federação Brasileira de Atletismo (CBAt) para o Mundial de Berlim estão cada vez mais longe de se concretizarem. Ontem, em Ber­­lim, mais uma das principais esperanças da delegação nacional não teve êxito e ficou longe do pódio. Último medalhista brasileiro em Mundiais, com a prata em Osa­­ka-2007, Jadel Gregório terminou na oitava colocação a fi­­nal do salto triplo, com a marca de 16,89 m. Foi seu pior resultado en­­tre os quatro Mundiais de que participou.

"Todo mundo sempre espera uma grande apresentação. Mas é claro que nunca é da maneira que a gente imagina e os resultados não acontecem", disse José Antô­­nio Fernandes, chefe da delegação brasileira.

A confederação, empolgada com o ouro de Maurren Maggi na Olimpíada de Pequim, acreditava na conquista de duas medalhas na competição.

"Agora, restam a Maurren e o Marílson Gomes (da maratona), que são dois atletas tops. Era uma estimativa nossa, contando a melhor das hipóteses", minimizou Fernandes.

Outra esperança da CBAt, o revezamento 4 x 100 m masculino compete na sexta-feira desfalcado após o escândalo de doping sistemático com a substância EPO (eritropoietina) e da consequente suspensão do técnico Jayme Netto e dos velocistas Bruno Lins e Jorge Célio.

"Não estamos com a melhor equipe. Eles estão um pouco sentidos, mas vão honrar a camisa", afirmou Fernandes.

Com lesão no joelho direito e na coxa esquerda, Jadel credita parte de seu desempenho ruim ao período de preparação.

"Não tinha como pagar o meu treinador (o inglês Peter Stanley) para ficar no Brasil. Agora, consegui um patrocínio e acho que em outubro poderei voltar a treinar na Inglaterra".

Apesar do oitavo lugar, Jadel fez um balanço positivo de sua participação em Berlim."Depois da Olimpíada, perdi um pouco da autoestima e só voltei a trabalhar em janeiro. Dentro das condições, o resultado foi excelente".

Na prova, para ficar com o ouro, o inglês Phillips Idowu saltou 17,73 m e superou o campeão olímpico, o português Nélson Évora (17,55 m). Com 17,36 m, o cubano Alexis Copello ficou com o bronze.

Hoje, a atleta mais experiente da delegação feminina, Elisângela Adriano, 37 anos, disputaria, a partir das 5h10 (de Brasília), a classificação no lançamento do disco. Será a oitava vez que a atleta compete no Mundial.

Ao vivo

Mundial de Atletismo, às 13 horas, no SporTV.

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