Não foi desta vez que o meia Fabrício retomou sua história no Atlético. Sentindo dores no joelho esquerdo, o jogador foi cortado da delegação e não enfrentará o Francisco Beltrão, amanhã, no interior.
As dores, principalmente no arranque, têm relação com a contusão que Fabrício sofreu no ano passado, mas são normais, resultado da readaptação ao esforço físico de jogo. Assim que ele se sentir confortável, voltará aos gramados.
"Eu me sinto inseguro. Por isso preferi adiar minha estréia. Tenho de ter paciência para ficar totalmente liberado", declarou o jogador.
Ontem à tarde, Fabrício fez uma artro-ressonância (exame mais apurado para detectar problemas no joelho) sob supervisão do médico do clube Marco Antônio Pedroni. "As dores não são por algum problema na cirurgia. Segundo o doutor é normal", revelou o atleta.
Enquanto segue realizando o tratamento, Fabrício deixa a torcida atleticana em suspense, aguardando a próxima parte do enredo de filme que é sua história com a camisa rubro-negra.
Desde que pintou no clube em 2002, vindo do América como grande revelação de Minas Gerais , o meia viveu tantas e tão distintas emoções que, se transportadas para a telona, resultariam num drama arrebatador para quem aprecia um roteiro cheio de reviravoltas.
Por enquanto, um roteiro que arranca mais lágrimas do que risos. Fabrício não conseguiu reeditar o bom futebol que mostrou em solo mineiro quando chegou no Furacão, e sofreu com as críticas e a perseguição da torcida.
"Só meus familiares sabem o quanto foi difícil", comentou, sobre o trecho que ele considera mais triste em sua história na Baixada.
Ele só se firmou no Atlético após o empréstimo para o Brasiliense, em 2005, quando foi campeão da Série B. Conquistou o estadual de 2006 e fez excelente campanha na Libertadores, sendo um dos destaques do Rubro-Negro que chegou a final.
Mas aí, Fabrício errou o pênalti que poderia mudar o segundo jogo da decisão contra o São Paulo, e o filme ganhou contornos de tragédia. No entanto, o meiA batalhou e recuperou a moral com a torcida, em virtude das boas atuações que se sucederam ao fatídico episódio.
Mais uma vez, quando a tranqüilidade parecia ser a tônica, Fabrício machucou-se numa dividida com o zagueiro Alex, do São Paulo, na vitória do Furacão por 4 a 2, dia 20 de agosto, pelo Brasileiro. Sofreu uma ruptura do ligamento colateral medial do joelho esquerdo e uma fratura no platô lateral da tíbia. Próximo da recuperação, seis meses depois, ele quer esquecer a fase "hospital" do roteiro e encenar logo o final feliz.
"Estou ansioso para que todo mundo saia alegre do cinema", brincou Fabrício.



