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Basquete

Jogo dramático põe fim ao sonho brasileiro no Mundial

Sob o comando de Scola (37 pontos), Argentina mostra mais frieza do que o Brasil e está quartas de final

Argentinos comemoram com Luis Scola, cestinha da partida, enquanto os brasileiros deixam a quadra aborrecidos | Franck Fife/AFP
Argentinos comemoram com Luis Scola, cestinha da partida, enquanto os brasileiros deixam a quadra aborrecidos (Foto: Franck Fife/AFP)
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Ainda não foi dessa vez. O Brasil jogou de igual para igual durante praticamente toda a partida, on­­tem, mas a maior experiência e frieza da Argentina nos momentos decisivos fez a diferença. O time argentino segue no Mundial de basquete masculino, na Turquia, com a vitória por 93 na 89 (46 a 48 no primeiro tempo). A Argentina enfrentará agora a Lituânia, que derrotou a China por 78 a 67, pelas quartas de final.

A derrota do Brasil foi das mais frustrantes porque até os dois minutos finais o time dava mostras de que teria condições de vencer. Basta ver o placar de cada um dos quartos de jogo: 25 a 25 no primeiro, 21 a 23 para o Brasil no segundo, 20 a 18 para a Argentina no terceiro e 27 a 23 para o país vizinho no encerramento.

O clima depois da derrota foi de imensa tristeza. O armador Marcelinho Huertas, o grande nome do Brasil no jogo em uma das melhores apresentações da carreira (32 pontos), deixou a quadra aos prantos.

O técnico Rubén Magnano fi­­cou visivelmente irritado quando questionado sobre os motivos que levaram o Brasil a, pela terceira vez no Mundial, perder nos mi­­nutos finais por uma diferença mínima de pontos. "Toda a derrota é um aprendizado, como já disse outras vezes."

A lição do jogo, no entanto, o téc­­nico não explicou. Nem o motivo de não escalar Tiago Splitter no início da partida ou a razão pela qual durante os três minutos finais optou por colocar em quadra al­­guns jogadores que não estavam em um de seus dias mais inspirados, como Marquinhos. O treinador preferiu fazer um balanço da participação brasileira no Mundial dizendo que ficou triste com o re­­sultado da partida, mas orgulhoso do desempenho do Brasil ao longo do torneio, o que dá esperanças pa­­ra que o time evolua futuramente.

Em defesa do técnico estão alguns fatos. O primeiro é de que o objetivo principal não era o Mundial e sim o Pré-Olímpico do ano que vem, quando a seleção vai tentar quebrar um tabu que vem desde 1996, ano da última participação em Olim­­píadas. O segundo é de que o treinador sofreu com a contusão de alguns jogadores importantes como os pivôs Nenê, que acabou cortado, e Anderson Varejão, que não conseguiu mostrar seu me­­lhor basquete por causa de um problema no tornozelo.

O terceiro é de que o Brasil conseguiu ao menos melhorar o de­­sempenho em relação ao Mundial anterior, quando não passou da primeira fase. Para concluir, ao menos o time mostrou mais consistência, o que pode ser medido pela comemoração efusiva dos argentinos depois da vitória.

O destaque da equipe de Sergio Hernandez foi, mais uma vez, Luis Scola. Com 37 pontos na partida – dos quais os principais foram nos últimos minutos do jogo –, ele se mostrou mais uma vez decisivo. Foi o cestinha do jogo e segue firme como o melhor pontuador do Mundial. O pivô argentino tem grandes chances de terminar a competição como o melhor jogador, o MVP. Vai depender da capacidade de o restante do time acompanhá-lo e do progresso da Argen­­tina nos próximos confrontos.

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