
Com oito anos, Chrystian Amaral Barletta aprendeu a jogar tênis com o pai Silvio Barletta de Almeida, mas não pode praticar com mais fre-quência, pois não há quadra pública de tênis próxima a sua residência, no Campo Comprido.
Junto com seus amigos, ele depende da carona e companhia do pai para ir até a Rua Arthur Bernardes, no Portão, e treinar. Os demais jovens da vizinhança que jogam tênis precisam pegar três ônibus e demoram mais de uma hora para chegar ao local.
Eles ainda se conformam com a espera de mais uma hora na fila para jogar em média trinta minutos, e ainda precisam vencer o desafio de se juntar aos "grupinhos tradicionais" dos moradores da região.
A situação de Chrystian é só um exemplo da realidade presente em toda Curitiba. Esportes menos populares não chegam às periferias, restringindo a prática a uma pequena parcela da população.
Para tentar reverter o quadro, o pai do garoto, junto com a associação de moradores do Campo Comprido, elaborou um ofício à prefeitura solicitando a transformação de uma quadra de futsal não utilizada em uma de tênis.
"As ações e os espaços ofertados pela prefeitura aos bairros periféricos são um avanço, mas precisamos ampliar para que ninguém seja esquecido", afirmou Barletta.







