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O professor Silvio Barletta é obrigado a ensinar tênis em quadra de futsal | Antonio Costa/ Gazeta do Povo
O professor Silvio Barletta é obrigado a ensinar tênis em quadra de futsal| Foto: Antonio Costa/ Gazeta do Povo

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Comunidade sugere mudanças

A burocracia pode ser um empecilho, mas a ação da comunidade é fundamental na hora de enriquecer a praça esportiva. As audiências públicas são a primeira opção para levar um "pacote" de necessidades a vereadores e ao próprio prefeito, que participa desses encontros.

Esse é o caminho que o voluntário da Associação dos Moradores do Athenas II, comunidade do Trianon, Silvio Barletta tomou para inscrever os seus dois projetos para a região oeste e sul de Curitiba.

Um deles pretende melhorar e padronizar os espaços esportivos, com aparelhos e quadras idênticos em todas as regiões da capital. Outro, chamado de "Meu Bairro, Meu Espaço", sugere conectar a família por meio da praça esportiva, unindo as várias faces do esporte – para rendimento ou lazer. Enquanto a mãe faz ginástica, o filho pratica capoeira e o pai joga futebol, por exemplo.

O próximo passo do voluntário é inscrever os projetos, para atrair parcerias privadas, através do Fundo para Infância e Adolescência. (GH e HM)

Com oito anos, Chrystian Amaral Barletta aprendeu a jogar tênis com o pai Silvio Barletta de Almeida, mas não pode praticar com mais fre-quência, pois não há quadra pública de tênis próxima a sua residência, no Campo Com­­prido.

Junto com seus amigos, ele depende da carona e companhia do pai para ir até a Rua Arthur Bernardes, no Portão, e treinar. Os demais jovens da vizinhança que jogam tênis precisam pegar três ônibus e demoram mais de uma hora para chegar ao local.

Eles ainda se conformam com a espera de mais uma hora na fila para jogar em média trinta minutos, e ainda precisam vencer o desafio de se juntar aos "grupinhos tradicionais" dos moradores da região.

A situação de Chrystian é só um exemplo da realidade presente em toda Curitiba. Espor­­tes menos populares não chegam às periferias, restringindo a prática a uma pequena parcela da população.

Para tentar reverter o quadro, o pai do garoto, junto com a associação de moradores do Campo Comprido, elaborou um ofício à prefeitura soli­­citando a transformação de uma quadra de futsal não utilizada em uma de tênis.

"As ações e os espaços ofertados pela prefeitura aos bairros periféricos são um avanço, mas precisamos ampliar para que ninguém seja esquecido", afirmou Barletta.

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