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Segurança

Juizado especial criminal passa por “teste de fogo” em Atletiba

Sem registro de ocorrência no jogo entre Atlético e Paraná, na Arena, em 6 de fevereiro, clássico com promessa de recorde de público no Estadual aumenta preocupação de autoridades

Mais de 350 policiais militares vão atuar na operação especial do Atletiba no Couto Pereira | Daniel Derevecki/ Gazeta do Povo
Mais de 350 policiais militares vão atuar na operação especial do Atletiba no Couto Pereira (Foto: Daniel Derevecki/ Gazeta do Povo)

Pela segunda vez, um juizado especial criminal será montado em um estádio paranaense. Neste domingo(20), no Couto Pereira, quem se envolver em confusão, ou em ato de vandalismo, pode ser enquadrado e julgado dentro do estádio. No primeiro teste, no clássico entre Atlético e Paraná, em 6 de fevereiro, não foram registradas ocorrências.

De acordo com Daniel Ribeiro Surdi Avelar, juiz designado para atuar na ocasião, a presença de um juizado dentro da Arena da Baixada inibiu a ação de vândalos "A pessoa sabia que as consequências por infrações cometidas não ficariam sem punição", explica.

Porém, Avelar faz a ressalva de que o público do clássico (pouco mais de 12 mil torcedores) foi pequeno, se comparado com os mais 30 mil torcedores esperados para o Atletiba. "Chovia muito no dia do jogo Atlético e Paraná, isso também dificultou a movimentação e ação de vândalos. No Atletiba, a mobilização em torno do clássico é grande, além da presença em maior número de torcedores dos dois times", lembra.

Apenas torcedor com ingresso terá acesso à area delimitada pela PM.

Os detidos por envolvimento em atos de violência – dentro do Couto e em um raio de cinco quilômetros do estádio – serão imediatamente levados à presença de um juiz, indiciados e processados.

As infrações incluem delitos de menor poder ofensivo, cuja pena é inferior a dois anos, e o mais comum são vias de fato (brigas sem lesão), perturbação da ordem, ameaça, lesão corporal, dano, desobediência e até arremesso de objetos e a ação de cambistas, co­mo define o Estatuto do Torcedor.

Os torcedores detidos não serão presos, mas podem ser proibidos de ir aos estádios em um período de três meses a três anos. Crimes mais graves, como tentativa de homicídio envolvendo torcedores, seguirão o trâmite normal do processo criminal e serão encaminhados a uma delegacia. O posto do juizado funcionará a partir das 16h30 (duas horas antes da partida), e as atividades serão encerradas depois de atendidas todas as ocorrências.

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