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Brasileiro

Líderes e astros, veteranos são as armas dos rivais no Atletiba

Responsabilidade no clássico recai sobre os ombros do coxa Marcelinho Paraíba e do atleticano Paulo Baier

Paulo Baier garante que sua chegada já ajudou a melhorar o desempenho do Furacão | Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo
Paulo Baier garante que sua chegada já ajudou a melhorar o desempenho do Furacão (Foto: Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo)
Marcelinho Paraíba marcou quatro gols nos dois jogos que disputou na Arena |

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Marcelinho Paraíba marcou quatro gols nos dois jogos que disputou na Arena

"De novo. Mas tem de ser eu mesmo?", perguntou o meia atleticano Paulo Baier ao ser chamado para dar entrevista após o treino de ontem, no CT do Caju, ainda se adaptando ao clima do clássico paranaense. A resposta é simples: tem de ser sim, pois ele é o atleta mais experiente do time, contratado para ser o principal líder do Atlético no Brasileiro e que joga amanhã seu primeiro Atletiba (às 16 horas, na Arena) da carreira.

No CT da Graciosa, a mesma responsabilidade é de Marcelinho Paraíba, pelo mesmo motivo: experiência e liderança. Mas se o camisa nove alviverde disputou apenas um Atletiba, ao menos parece bem mais tranquilo. Com o filho, batia bola e só parava a brincadeira para as entrevistas: "É um jogo especial, uma semana diferente, por isso eu trouxe meu filho aí. Amanhã (hoje) a gente já concentra e é bom descontrair um pouco com a família".

Ambos têm 34 anos, mas a serenidade do jogador coxa pode ser traduzida pelo melhor momento. O astro do Alto da Glória já marcou cinco vezes no Nacional e é idolatrado pela torcida alviverde. Paraíba tem no currículo inclusive um gol no clássico – no triunfo coxa por 4 a 2 no Paranaense – e outros três contra o rival de amanhã. Jogava no Flamengo no ano passado, nos 5 a 3 para o Furacão na Arena. Fez todos os gols da equipe carioca. "Estou tendo a felicidade quando jogo lá e espero conseguir marcar outra vez", diz.

Apesar de, por ora, não apresentar o mesmo sucesso do rival, Baier garante ter dado uma ajeitada na equipe da Baixada. No clube há seis rodadas, mesmo período de trabalho do técnico Waldemar Lemos, o veterano marcou um gol, deu uma assistência e acumula três vitórias, um empate e uma derrota. Mas o único revés, contra o Santo André, no meio da semana, não desanima. Baier prefere apontar os triunfos sobre o Corinthians e o Internacional como momentos importantes em que ajudou a desequilibrar. Frente ao Timão, marcou de falta o gol da vitória.

"Creio que pude ajudar muito bem contra o Corinthians e o Internacional. São só seis partidas minhas aqui e tenho certeza que vou crescer muito ainda. Nossa equipe está evoluindo. Temos um bom desempenho desde a minha chegada e tenho certeza que daqui para a frente faremos um bom campeonato", assegura ele, responsável por praticamente todas as bolas paradas do time atleticano.

Do outro lado, Paraíba com seus cabelos esverdeados também tem trunfo recentes para comemorar: um golaço na virada diante do Grêmio, na quarta-feira. Em meio às negociações para renovar o vínculo com o Alviverde, Marcelinho preferiu dar uma pausa no extracampo para se concentrar apenas nas quatro linhas.

"É um jogo realmente diferente, que exige muita concentração e marcação. Considero como um campeonato à parte", afirma Paraíba, que não vê vantagem para nenhum dos lados. Afinal, o craque Alviverde sabe que em Atletiba o que vale mesmo ainda nem começou a contar, só começa com o apito inicial do árbitro.

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Atleticanas

Dúvida

O jovem atacante Wallyson é dúvida para o Atletiba de amanhã. Aguarda-se pela presença do avante no treinamento de hoje, mas Waldemar Lemos está receoso em "escalá-lo e depois perdê-lo pelo resto do campeonato". Sem Wally, a formação será mais defensiva com Rafael Miranda.

Negociando

Pedro Oldoni está acertando com o Atlético-MG, líder do Campeonato Brasileiro.

A transação ainda depende de um aval do Furacão.

Rafael Santos

O Atletiba pode ser a última partida do zagueiro pelo Furacão. O empréstimo para o Bologna, da Itália, pode ser concluído no início da semana que vem.

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Alviverdes

Teste

O zagueiro Cleiton não treinou ontem novamente. Ele aguarda o resultado do exame de ressonância que fez na coxa esquerda para saber se poderá atuar contra o Atlético. Se o defensor não puder jogar, quem deverá entrar é Felipe.

Mistério

No treino aberto à imprensa, ontem, René Simões fez mistério, misturou os jogadores e deixou qualquer escalação sem resposta. Nem o esquema de jogo, se o 4–4–2 ou 3–5–2, o treinador descartou. Quanto aos jogadores, simplesmente foi evasivo. Não descartou a formação com Ariel e Bruno Batata no ataque, por exemplo. E nem a recolocação de Carlinhos Paraíba na ala esquerda, o que, contudo, é improvável.

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