Berlim O governo brasileiro deu o pontapé para iniciar a organização da campanha para sediar a Copa de 2014. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luis Fernando Furlan, revelou que irá levar ao presidente Luis Inácio Lula da Silva nesta semana informações sobre como os alemães organizaram o Mundial deste ano e iniciar um plano para garantir que o país tenha a infra-estrutura suficiente para sediar o evento. "O Brasil precisa atualizar sua imagem perante o mundo e a Copa seria um palco ideal para isso", afirmou Furlan, que confessou ainda não saber quanto esse projeto poderá custar.
A Copa ocorre apenas em 2014, mas a escolha da Fifa sobre a próxima sede será feita em um ano e meio. Para 2007, portanto, o país já precisa de um plano concreto de como pretende organizar o evento. Pela regra da Fifa, o Mundial de 2014 deveria ocorrer na América do Sul para que fosse respeitada a rotatividade entre os continentes.
Entres os sul-americanos, já há um entendimento de que a Copa deve ocorrer no Brasil. Joseph Blatter, presidente da Fifa, deixa claro que gostaria de ver o Mundial sendo disputado no país, mas alerta que o Brasil precisa primeiro cumprir as exigências de construção de estádios e infra-estrutura.
"Vou levar as idéias alemãs ao presidente Lula e o Brasil vai enfrentar de fato o desafio de se candidatar para sediar a Copa. A improvisação não funcionará", disse o ministro, para quem o evento pode gerar uma transformação social no país.
Para conseguir montar um projeto para convencer a Fifa, Furlan conta que o governo quer estabelecer uma parceria com o comitê organizador alemão. "Já iniciamos o debate", disse.
Outra iniciativa será estabelecer contatos com o comitê organizador da Olimpíada de Pequim de 2008. O objetivo é ver como um país em desenvolvimento está se preparando para sediar um evento mundial.
Para Osvaldo Douat, um dos diretores da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), a conta da Copa deve ser repartida entre o governo e o setor privado. Para Furlan, o governo deve estar preparado para arcar com parte dos custos do Mundial.



