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UFC na Arena promete nocautear a crise econômica em Curitiba

UFC espera que evento em Curitiba bata com sobras o recorde de faturamento no país. Além do impacto de mídia para a cidade, setores de hotelaria, transporte e comércio serão beneficiados

UFC na Arena da Baixada foi viabilizado graças ao teto retrátil. | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
UFC na Arena da Baixada foi viabilizado graças ao teto retrátil. (Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo)

Vendido como o maior evento do Ultimate Fighting Championship (UFC) no Brasil, a edição de Curitiba, no próximo dia 14 de maio, terá números econômicos à altura da propaganda.

TIRA DÚVIDAS - perguntas e respostas sobre o UFC em Curitiba

A expectativa é que a capital paranaense supere, com sobras, os resultados registrados no Rio de Janeiro, em 2011, quando o campeonato estreou no país sob a direção do presidente Dana White.

O show movimentou na cidade US$ 41,6 milhões (cerca de R$ 75 milhões na época) entre hotelaria, transporte, gastronomia, comércio e entretenimento, segundo a consultoria Applied Analysis.

O UFC não revela números do impacto econômico do último evento realizado no Rio, em agosto do ano passado, mas considera a edição como a mais bem sucedida da história do MMA nacional, com 14 mil ingressos esgotados, R$ 20 milhões em retorno de mídia e 93 milhões de pessoas impactadas no Facebook. Estatísticas que a capital paranaense também tem tudo para superar.

“O evento da Ronda Rousey [ex-campeã peso-galo feminino] no Rio teve números estrondosos. E aqui teremos três vezes o número de pessoas”, diz o diretor-geral do UFC no Brasil, Giovani Decker, citando os 42 mil de ingressos que serão colocados à venda.

“O público do UFC é altamente qualitativo. Vem na quinta-feira, fica três noites hospedado, vai a bons restaurantes. A expectativa é a melhor possível para o comércio, rede hoteleira. Coisa de dezenas de milhões que serão injetados na cidade”, completa Decker.

Na última vez em que o UFC foi disputado em um estádio de futebol, em novembro do ano passado, em Melbourne, na Austrália, o impacto econômico foi de aproximadamente US$ 45 milhões. O público, que bateu a casa de 56 mil, foi o recorde da companhia americana em 22 anos.

Para o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), o principal benefício trazido pelo campeonato de MMA será para a imagem da cidade.

“A prefeitura basicamente ganha com a cobrança de ISS (Imposto sobre serviços de qualquer natureza) no número de ingressos vendidos e o com o movimento na economia local. Onde está o grande ganho? Se tudo ocorrer bem, fortalece a cidade para o mundo todo”, fala o político, que considera o UFC trará mais representatividade do que um jogo de Copa do Mundo de 2014.

Quem também vibra com a vinda do Ultimate a Curitiba é o Atlético. O clube, que apostou no diferencial da instalação do teto retrátil em seu estádio, agora colhe o primeiro grande fruto do investimento.

“Prospectamos megaeventos, cerca de quatro por ano, e o UFC estava entre eles. Fez parte dos estudos de viabilidade do estádio”, revela o presidente do Conselho Deliberativo, Mario Celso Petraglia.

O Furacão, no entanto, não vai apenas alugar a Arena para o evento. A parceria é bem mais ampla, inclusive com a operação logística feita em conjunto.

“Não construímos para alugar. Criamos uma parceria de forma muito inteligente para termos participação no sucesso do empreendimento”, fecha.

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