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Atletismo

Mais cinco brasileiros são punidos por doping

A paranaense Luciana França está entre os atletas excluídos do Mundial de Berlim por uso de EPO, no maior caso de dopagem do esporte do país. Semana passada, uma companheira de equipe já havia sido punida

Lucimar Teodoro | Alexandre Loureiro/Gingafotos/CBAT
Lucimar Teodoro (Foto: Alexandre Loureiro/Gingafotos/CBAT)
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Luciana França

Lucimara Silvestre |

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Lucimara Silvestre

Bruno Tenório |

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Bruno Tenório

Jorge Sena (esq.) |

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Jorge Sena (esq.)

... e Josiane Tito, todos suspensos por doping |

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... e Josiane Tito, todos suspensos por doping

Veja que a EPO é responsável por estimular a produção de glóbulos vermelhos |

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Veja que a EPO é responsável por estimular a produção de glóbulos vermelhos

Confira que os cinco competidores afastados fazem parte da equipe Rede |

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Confira que os cinco competidores afastados fazem parte da equipe Rede

O maior escândalo de doping do esporte brasileiro abalou o atletismo nacional. A Confederação Bra­­sileira de Atletismo (CBAt) anunciou ontem o corte de cinco atletas, entre eles a paranaense Luciana França, do Mundial de Berlim, que começa dia 15. Às vésperas de disputar o principal torneio da carreira, a barreirista, de 32 anos, já treinava na Alemanha e agora retorna ao Brasil com os outros atletas e respectivos técnicos.

De acordo com a entidade, além de Luciana o teste deu positivo nos exames de Bruno Lins Te­­nório de Barros (200 m e 4x100 m), Jorge Célio da Rocha Sena (200 m e 4x100 m), Josiane da Silva Tito (4x400 m) e Lucimara Silvestre (heptatlo). Na semana passada, Lucimar Teodoro havia sido suspensa pelo mesmo motivo. Todos estão impedidos de competir até o resultado da contraprova e podem ser suspensos por de dois a quatro anos.

Segundo a confederação, a subs­­tância encontrada nos brasileiros foi a eritropoioetina (EPO), usada para melhorar o desempenho. O teste surpresa dos cinco atletas suspensos ontem foi feito em Presidente Prudente, no dia 15 de junho. A entidade também abriu um inquérito administrativo para avaliar o caso.

A notícia surpreendeu quem acompanhou a carreira da atleta de Cambé. "Fiquei sabendo agora. É uma surpresa. Posso falar com propriedade sobre ela. Uma menina muito bacana. Nunca houve um problema sequer no Paraná", disse o presidente da Federação Paranaense de Atletismo, Ubi­ratan Martins Júnior. "Não sabemos o que isso pode acarretar na carreira dela. A Maurren Maggi, por exemplo, ficou dois anos suspensa após o antidoping e voltou para ser campeã olímpica. A Luciana estava vivendo um bom momento, numa estrutura de sonho em uma das equipes mais importantes do país", acrescentou ele.

Todos os seis atletas flagrados integram a equipe Rede Atle­­tis­mo, com sede em Bragança Pau­lis­ta, no interior de São Paulo. "Não posso comentar sobre isso. É um baque para o atletismo", esquivou-se o dirigente sobre o doping coletivo.

Técnico de Luciana por dez anos em Cambé, Paulo Roberto Antônio também estranhou o resultado positivo. "Ela sempre foi uma menina tão séria, humilde, de boa cabeça que é difícil acreditar. Mais estranho ainda por serem todos da mesma equipe. Às vezes o atleta nem sabe o que acontece. É bom esperar para saber o que houve realmente", comentou.

Semana passada, a CBAt havia comunicado o doping da barreirista Lucimar Teodoro, também da Rede Atle­­tismo, flagrada no Tro­féu Brasil, em junho. Após o fato, o site da equipe publicou um comunicado de luto em sua página na internet. A equipe deve abrir investigação sobre o caso.

Com essas seis baixas, a equipe brasileira cai de 45 para 39 representantes no Mundial que será disputado no Estádio Olímpico de Berlim.

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