
Na última entrevista como presidente do Atlético - com quase três horas de duração -, Marcos Malucelli aproveitou para disparar contra o adversário político e candidato à presidência do clube, Mario Celso Petraglia, da chapa CapGigante. Com documentos e cópias de correspondências eletrônicas em mãos, o atual mandatário, que entrega o cargo sábado (17), dois dias depois da eleição, criticou veementemente a forma com que Petraglia comandava o Furacão quando era presidente, com acusações de beneficiar familiares com dinheiro do clube, negociações de jogadores mal-sucedidas e até pedidos de dossiê sobre dirigentes do clube.
Descrevendo o adversário como "megalomaníaco", "inviável do ponto de vista psicológico" e de "nuvem negra", pediu ao eleitor atleticano que pense muito bem antes de votar na chapa de Petraglia. "Não é possível trazer novamente uma figura como essa ao Atlético", bradou. "É uma oportunidade rara de exercer a democracia na plenitude. Temos dois caminhos, um da correção e da seriedade, e o outro da interrogação", pediu.
De acusações contra a família de Petraglia, Malucelli disse que o filho do candidato à presidência teria tirado proveito de quando gerenciou as placas de publicidade da Arena. Entretanto, o mandatário rubro-negro não apresentou documentos que comprovasse a denúncia. "Ele [Petraglia] esquece que o filho dele ficou com nosso espaço de placas de publicidade aqui e ganhava dinheiro em cima disso, recebia R$ 100 mil e repassava para o Atlético R$ 62,5 mil", afirmou Malucelli.
O presidente rubro-negro também disse que a esposa de Petraglia prestava consultas psicológicas aos jogadores da base do clube sem licitação para que o serviço fosse contratado.
Fora do aspecto político, o dirigente falou sobre a contratação do uruguaio Morro García, mostrando inclusive o contrato do jogador no valor de US$ 6,2 milhões, com todas as datas e valores de parcelas já pagas e as que ainda serão quitadas. Ele negou que alguém no Atlético teria recebido comissão na compra do jogador.
Malucelli contou sobre fatos de indisciplina de jogadores no CT do Caju, em que alguns atletas levaram cerveja para a concentração. "Foram ingênuos. Vimos tudo pelo sistema de câmeras", comentou. Os jogadores foram todos afastados ou dispensados.
Ainda sobre futebol, disse que a demissão de Geninho já estava certa antes do jogo porque o rendimento no Campeonato Paranaense estava abaixo do desejado. "No Campeonato Paranaense não nada 80% de desempenho. O aproveitamento é bom, mas não para o Paranaense", disse.
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