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Petraglia diz que dinheiro da negociação de Alberto e Lucas quitou dívidas

Candidato à presidência do Atlético também atacou ex-corregilionários de clube e a Gazeta do Povo por meio do site da chapa CapGigante

Segundo Petraglia, vendas de Alberto e Lucas injetaram cerca de US$ 10 milhões no clube, que foram usados para quitar dívidas após conclusão da Arena | Antonio More / Gazeta do Povo
Segundo Petraglia, vendas de Alberto e Lucas injetaram cerca de US$ 10 milhões no clube, que foram usados para quitar dívidas após conclusão da Arena (Foto: Antonio More / Gazeta do Povo)

A chapa CapGigante, liderada por Mario Celso Petraglia, se pronunciou nesta terça-feira (13), pelo site oficial da candidatura, sobre as negociações do clube em parceria com o time uruguaio Rentistas.

A Gazeta do Povo mostrou que dias após serem vendidos pelo Atlético, em 1999 e 2000, os jogadores Alberto e Lucas foram revendidos pelos uruguaios com ganhos de R$ 69,4 milhões (valor atualizado). Na época, Petraglia era o homem-forte na gestão do clube.

Conforme texto publicado no site da CapGigante, a reportagem do jornal se baseia em "números hipotéticos e sem consistência, referentes a negócios firmados pelo clube há mais de uma década."

Sem detalhar a parceria com o Rentistas, a chapa apresenta uma justificativa para as transferências.

"As negociações dos atletas Alberto e Lucas, efetuadas entre 1999 e 2000, injetaram cerca de 10 milhões de dólares nos cofres do Furacão, que foram utilizados para liquidação da dívida que havia ficado após a conclusão da Arena, em junho de 1999. Sem dívidas, o Atlético pôde programar e projetar a formação da equipe que levou o clube à maior conquista da história: o Campeonato Brasileiro de 2001", traz o texto, sem assinatura.

Há também ataques. "Diversos membros da chapa de situação, que hoje se alia aos inimigos do clube para atacar Petraglia, faziam parte da diretoria na época das negociações de Alberto e Lucas." E cita membros da candidatura adversária como integrantes da diretoria como participantes das transações citadas – como a gerente financeira Maria Aparecida Gonçalves, Enio Fornea, diretor financeiro, e Ademir Adur, então presidente.

O texto ainda diz que as vendas tiveram total apoio e aval dentro do clube. E coloca declarações ao site Furacão.com de 2001 de Marcos Coelho, presidente do clube naquele ano e correligionários da chapa Paixão pelo Furacão, aprovando os contratos firmados.

A chapa de Petraglia também acusa a Gazeta do Povo. "O veículo escolhido pela chapa de situação para perpetrar seu ataque desesperado é um velho inimigo das causas rubro-negras. A Gazeta do Povo sempre atacou a escolha da Arena da Baixada para a Copa do Mundo de 2014, fez campanha pelo Pinheirão, tentou de todas as formas alavancar um projeto que colocasse a Copa do Mundo nas mãos do Coritiba, dando a nosso maior rival todos os benefícios provenientes da vinda do Mundial da Fifa."

A Gazeta do Povo esclarece que baseia suas reportagens na importância pública dos assuntos, jamais para atacar quem quer que seja. As reportagens veiculadas são sempre fruto de rigorosa apuração e jamais deixam de dar espaço ao contraditório dos assuntos retratados. A acusação de "campanha pelo Pinheirão" e para colocar a Copa "nas mãos do Coritiba" são ilações sem respaldo na realidade.

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