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Brasileiro

Marcelinho ganha status de ídolo do Coxa mesmo sem conquistar título

Personagens importantes da história do clube dizem que, pelo que vem fazendo, o camisa 9 ficará guardado na memória alviverde

Um ídolo mesmo sem títulos. Mar­­celinho Paraíba contraria a trajetória da maioria dos jogadores que têm seu espaço garantido na história centenária do Coritiba. Com exceção a Alex e Pache­qui­­nho, poucos atletas são lembrados com saudisismo pelo torcedor co­­xa-branca sem ter le­­van­ta­­do uma taça no Alto da Glória.

Mas os tempos são outros, e a lacuna preenchida por Marcelinho na curta trajetória com a camisa al­­­­viverde já lhe teria valido a vaga de um, digamos, quase imortal de verde e branco. Ao menos na opinião de seus novos companheiros de "time", Krüger, Serginho Cabe­­ção, Jairo, Dionísio Filho e Toby, além do ex-presidente do clube nos anos 90, Joel Malucelli.

"Vai ser um ídolo sozinho, mesmo sem ganhar títulos. E isso é uma coisa difícil. Ele faz o time crescer", afirm o ex-meia Toby, campeão brasileiro pelo Cori­­tiba em 1985, tendo jogado 28 das 29 partidas do clube na competição.

"Com certeza ele já é um craque que ficará marcado na história do clube, principalmente pela escassez. Nos anos 90, por exemplo, tinha Tostão, Oswaldo, Carlos Alberto Dias... Agora a carência era tão grande que, mesmo ele não ganhando nenhum campeonato, a torcida já o escolheu pelos gols", emenda o colunista da Gazeta do Povo, Dionísio Filho, ex-jogador do Alviverde no fim dos anos 70 e, de­­pois, nos 80.

Até a ala que defende as conquistas como parte obrigatória no currículo dos craques imortais começa a aceitar a ascensão do jogador de 34 anos. Mas, para se renderem de vez, exigem ao me­­nos a artilharia do Nacional. "Ele de­­sequilibra, mas ainda não ga­­nhou nada. E sem título não se faz ídolos. Claro que se for o artilheiro do Brasileiro, em um time que está no meio para baixo da tabela, aí não tem o que falar", afirma Cláudio Marques.

Oficialmente, no entanto, nem a artilharia do Nacional irá conferir o novo status ao atleta. Para os historiadores do Grupo Helênicos, que lançarão um livro sobre os 100 anos do clube, a presença de Mar­­celinho no time de craques está descartada mesmo se o atacante repetir o desempenho contra o Náutico – 2 a 0, no fim de semana, quando deu passe para um gol e marcou mais dois, um deles não visto pela arbitragem – até o fim do Brasileiro. Por um simples detalhe técnico.

"Para o livro, eram tantos jogadores que tivemos de fazer uma linha de corte. Só começamos a considerar o atleta que atuou por no mínimo um ano com a camisa do clube", revela Guilherme Strau­­­­be. "Então, ainda falta um pouco para ele, mas tem um grande potencial", completa.

Marcelinho Paraíba chegou ao Coritiba no dia 6 de março deste ano. Ele tem contrato com o clube até junho de 2010.

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Marcelinho Paraíba já merece ser considerado um dos ídolos da história centenária do Coritiba?

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