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Coritiba

Marcelinho Paraíba e Atletiba salvam festa sem taça no Alto da Glória

Levantamento aponta a diretoria como a principal culpada por o clube passar em branco na temporada

Confira as lições de 2009 que o Coritiba leva |
Confira as lições de 2009 que o Coritiba leva (Foto: )
Confira as melhores lembranças do passado coxa-branca |

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Confira as melhores lembranças do passado coxa-branca

A euforia do aniversário não en­­trou em campo no ano do centenário. Ao menos uma taça era almejada pela torcida em 2009. A au­­sência de conquistas frustrou os coxas-brancas e derrubou a avaliação sobre o desempenho do time na temporada.

O levantamento encomendado pela Gazeta do Povo à Paraná Pes­quisas revelou que apenas 1% dos entrevistados não esperava ver o ti­­me vestindo uma faixa em 2009.

Ser campeão paranaense era expectativa de 36% dos torcedores, 35% imaginavam comemorar o título da Copa do Brasil, 22% o do Campeonato Brasileiro e 6% o da Sul-Americana.

"Todo mundo pensa que é um a­­no diferente, mas é igual aos ou­­tros, ou pior, pois os adversários não querem nos deixar ganhar", defende o professor Sílvio Gonza­ga, do grupo Helênicos. Para ele, a vantagem do Estadual sobre os ou­­tros torneios não seria uma preferência do público e sim um reflexo da confiança, pois "é um campeonato que a gente ganha sempre."

Sem um trunfo para elevar os ânimos, a avaliação do desempenho virou espelho da mediana condição do time da tabela do Brasileiro: 48% classificaram o rendimento como regular (com 25% para bom, 7% ótimo, 17% ruim, e 7% péssimo). A insatisfação sobre o fracasso técnico recaiu sobre a diretoria, a "culpada" para 58% dos torcedores.

"O Coritiba tinha time para ir mais longe. Mas em alguns mo­­mentos fraquejou e despertou a in­­segurança da torcida", avaliou o coordenador da pesquisa, Murilo Hidalgo. Hoje esse time dá orgulho e tenho certeza de que se jogasse as­­­sim poderíamos ser campeões da Copa do Brasil com ele", apontou o presidente Jair Cirino. Ele ad­­mitiu que priorizar o torneio atrapalhou o desempenho no Bra­­si­leiro e reconheceu o equívoco nas contratações de Ivo Wortmann e René Simões, citados na pesquisa.

"Estava conversando com o Dorival, que recebeu uma proposta que não tínhamos como cobrir. Eram valores irreais. Nas substituições, não demos sorte. Um (Ivo), tinha uma marca anterior. O René era alternativa, ídolo e desejo da torcida", admitiu o presidente.

Apesar da eliminação, ir à semifinal da Copa do Brasil re­­­­­­presentou o melhor momento do centenário, com 35% da preferência. Uma vitória apertada sobre o segundo lugar na pesquisa, com 34%: o 4 a 2 sobre o maior rival. "Ga­­­nhar do Atlético é sempre mais gostoso", garantem o chef Celso Frei­­­­­­re e o triatleta Edson Ricardo Bre­­ro.

Vitória fácil quem teve mesmo foi Marcelinho Paraíba, o melhor jogador do ano na opinião de 64% dos torcedores. "Não é discriminação, mas um cara com aquele perfil, aquele cabelo, nordestino, vindo jogar aqui no frio não ia dar certo. Mas ele é um guerreiro", disse Freire. "Veste a camisa", reforçou Murilo. "É comovente ver a entrega do Marcelinho. É ele quem puxa o coro na boca do túnel", contou Cirino, antes de o ídolo e coordenador técnico das categorias de base Dirceu Krüger dar o seu veredicto. "Parece que ele acabou de subir para o profissional."

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