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Novo técnico

Marcelo Oliveira é apresentado no Paraná e promete olhar para a base

Experiência no futebol mineiro é um dos trunfos do treinador de 54 anos na reconstrução do elenco paranista em 2010

Novo técnico do Tricolor diz ter experiência na montagem de grupos, com destaque para crias da casa | Jorge Gontijo / O Estado de Minas
Novo técnico do Tricolor diz ter experiência na montagem de grupos, com destaque para crias da casa (Foto: Jorge Gontijo / O Estado de Minas)

O técnico Marcelo Oliveira foi apresentado na tarde desta terça-feira na Vila Capanema, ao lado de Aramis Tissot, vice-presidente de futebol do Paraná, e de seu auxiliar-técnico, Cleocir Santos (Tico). No primeiro contato oficial com a imprensa, o treinador falou do novo desafio na carreira e que foi contratado pelo Tricolor para reestruturar o departamento de futebol. Para tanto, Oliveira aposta, principalmente, na integração entre o elenco profissional e as categorias de base.

Qual o seu sentimento ao chegar no Paraná?

Gostaria de manifestar o meu entusiasmo, a minha satisfação e até honra de trabalhar em um grande centro como é o estado do Paraná. E, principalmente, em um clube de grande tradição, que embora tenha 20 anos já conquistou grandes títulos, tem uma torcida empolgante, que é presente e fiel. Estou super feliz, empolgado, vou me empenhar ao máximo para que a gente faça uma grande temporada e atinja os objetivos.

Você sempre trabalhou em Minas Gerais (Atlético-MG e Ipatinha). Como é sair pela primeira vez?

Todos sabem que eu tenho a minha formação no Atlético-MG, primeiro como atleta, depois Botafogo e seleção brasileira de base e principal. E como técnico também o Atlético-MG, são vários anos. Primeiro trabalho de revelação e formação de jogadores. Na equipe principal passei por seis vezes, trabalhei como auxiliar também de vários técnicos. Um momento novo para mim, sair de Minas Gerais, ampliar o conceito que eu tenho lá, e nada melhor do que um clube como o Paraná. Eu tinha o desejo de sair. Diria que estou com o olho brilhando para já começar o trabalho.

Qual é o projeto do Paraná?

É um projeto de reconstrução. A referência das pessoas que estão no Paraná. É um projeto interessante, fazer um time cada vez mais vencedor, e uma integração com a base. É o caminho para qualquer clube.

O clube passa por dificuldades financeiras. Diante disso, como será remontar o elenco?

O tempo é curto para a primeira competição, mas o entusiasmo é muito grande. Vários jogadores que vinham jogando acabaram saindo, outros estão negociando, vamos ter de buscar atletas no perfil do Paraná. Jogadores competitivos e de boa técnica. De qualquer forma, se o Paraná tivesse feito um ano muito bom, todo trabalho exige atenção. A ideia é que teremos um ano difícil. Tenho certeza que formaremos um time competitivo. Muitos clubes brasileiros têm dificuldade para montar o time. O importante é investir bem, em jogadores que possam dar retorno, ter jogadores com currículo comprovado e usar jovens jogadores. Fiz isso no Atlético-MG com muito êxito, com Serginho, Renan Oliveira, Leandro Almeida, jogadores desconhecidos que se tornaram bons valores.

Você sempre pegou trabalhos em andamento. Será muito diferente desta vez?

É diferente e mais interessante, embora o Paraná não tenha uma base deixada. Temos muitos contatos e vamos tentar formar uma equipe competitiva. No Atlético-MG eu fui interino, passei por todas as categorias, efetivado quase sempre em situações difíceis, como no ano passado, que estava em 16º lugar e conseguimos tirá-lo do rebaixamento. Mas é um início, algo que eu almejava, fazer a pré-temporada, trazer jogadores que eu confio, pode ser mais proveitoso.

É possível conciliar essa remontagem com a pressão por resultados?

O futebol é um desafio constante. Como jogador tive vários, como técnico também vou ter. Esse campeonato brasileiro mostrou muito isso, com treinadores novos que chegaram, a disputa até o final. A pressão é constante. Vamos trabalhar de acordo com o que o clube pode oferecer e tentar a utilização de jogadores jovens. Isso só me empolga e me dá forças.

Ajudar trabalhar ao lado do Tico (Cleocir Santos), alguém que já conhece o clube?

O Tico já vem comigo há algum tempo. Primeiro trabalhei com ele como técnico, ele como coordenador, depois trabalhamos na equipe do Levir Culpi que subiu o Atlético-MG para a Primeira Divisão em 2006. Um amigo pessoal e um profissional experiente que já trabalhou em grandes clubes do Brasil.

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