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Futebol

"Medalhões" ilustres amargam balcão de desempregados

Ano começa com um time de jogadores em busca de um clube para trabalhar

Que tal esse time vestindo a camisa do seu clube: Sérgio (ex-Palmeiras); André Cunha (Palmeiras?), Scheidt (ex-Botafogo), Fernando (ex-Flamengo) e Rubens Júnior (ex-Corinthians); Alceu (ex-Palmeiras), Marcão (ex-Fluminense), Andrade (ex-Vasco) e Renato (ex-Corinthians); Luizão (ex-Fla) e Tuta (ex-Flu).

Se preferir outra formação defensiva, há a opção de André Leone (ex-Corinthians). E se você é daqueles que gosta de um futebol romântico e não dispensa uma encrenca de vez em quando, basta chamar Marcelinho Carioca, os amigos Vampeta e Edílson, além do gringo Petkovic.

No banco, Sebastião Lazaroni, Tite, Jair Picerni e Celso Roth dariam mais currículo ainda a esse time que entra em 2007 sem emprego.

Para os especialistas, alguns desses nomes estão no time certo. Mas outros ainda têm muito mercado e não ficarão sem emprego por muito tempo.

- Esse 'time' me lembra alguns elencos que grandes clubes montam para os Estaduais, como se tivessem descoberto a pólvora - comenta Sidney Garambone, editor do programa de TV Globo Esporte. - Acho que todos os que estão nessa lista deveriam refletir, sem mágoa, sobre o porquê de estarem nela. Ela mostra ainda que está diminuindo bem a faixa etária dos veteranos. Antigamente, veterano era quem tinha mais de 35 anos. Agora, há vários veteranos mais jovens - prossegue Garambone.

João Carlos Assumpção, comentarista do SporTV, aproveitaria muitos desses nomes no seu time.

- Tuta é melhor que muitos atacantes que estão empregados. A dupla de zaga, para mim, é boa, o Marcão eu também contrataria, e o Sérgio teria vaga num clube médio pela experiência. Eu não contrataria o Rubens Júnior nem o Luizão. É um bom momento para os clubes tentarem pegar esses jogadores, que estão menos valorizados. O São Paulo faz muito bem isso, com os olheiros do Mílton Cruz. Na época de Cuca, montou o time com muitos jogadores trazidos do Goiás. O Corinthians deveria seguir esse exemplo.

Para alguns dos desempregados, a situação é passageira.

- É normal. O Flamengo não precisa mais do meu trabalho agora, sigo meu caminho. Mas estarei sempre ligado afetivamente ao clube - diz o zagueiro Fernando.

- Poderiam ter me avisado antes, para eu poder resolver meu futuro. Mas não saio magoado e sei que tenho mercado - completa o ex-tricolor Marcão.

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