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Automobilismo

Mercedes confirma a volta do mito Schumacher à F-1

Piloto de 40 anos vai receber R$ 17,8 milhões por ano durante três temporadas para correr pela escuderia alemã

Michael Schumacher posa para foto ao lado da logo da nova escuderia: “Após três anos, tenho a energia de volta e estou pronto para coisas sérias na categoria.” | AFP
Michael Schumacher posa para foto ao lado da logo da nova escuderia: “Após três anos, tenho a energia de volta e estou pronto para coisas sérias na categoria.” (Foto: AFP)

O mais vitorioso piloto de todos os tempos está de volta à Fórmula 1. A Mercedes anunciou ontem o acerto com Michael Schumacher pelas três próximas temporadas, no valor de 7 milhões de euros (R$ 17,8 milhões) por ano. O alemão, que nunca deixou o automobilismo de lado, voltará a fazer o que mais gosta e o consagrou: correr. "Após três anos, tenho a energia de volta e estou pronto para coisas sérias na categoria", afirmou.

Quem espera um piloto retornando de férias vai ter uma surpresa quando observar o heptacampeão nas pistas. O alemão de 40 anos – completa 41 em 3/1 – diz estar pronto para colecionar mais troféus. "Acredito que posso ser totalmente competitivo".

O reencontro de Schumacher com a Fórmula 1 quase ocorreu neste ano, após o acidente de Felipe Massa em julho. O alemão substituiria o brasileiro, mas não foi liberado pelos médicos – em fevereiro sofreu lesões no pescoço em um acidente de moto na Espanha e não estava 100% recuperado. "O pescoço não é mais problema, está tudo bem", garantiu.

Os brasileiros tiveram a honra de ver as últimas voltas de Schu­­ma­­cher na modalidade, em 22 de outubro de 2006. O alemão chegou em terceiro lugar em Inter­­la­­gos e acabou a prova da F-1 com o vi­­ce-campeonato mundial. Era a aposentadoria de um fenômeno, vencedor de 91, dos 249 GPs disputados em 16 temporadas, e sete títulos.

Aquele carro vermelho da Ferrari fez história. Longe dele, Schumacher ainda seguiu trabalhando na escuderia italiana, como consultor. Nas últimas se­­manas, foi procurado pela Mer­­cedes, que comprou a vitoriosa Brawn GP, e as conversas evoluíram. A escuderia alemã tem como trunfo Ross Brawn, chefe da equipe que trabalhou com o piloto na Benneton entre 1992 e 1995 e na própria Ferrari, entre 1996 e 2006. A parceria agora será reeditada.

"É um novo capítulo em minha carreira no automobilismo e estou ansioso para trabalhar com meu amigo Ross Brawn e meus antigos companheiros do programa júnior da Mercedes", falou Schu­macher, que no início da carreira teve apoio da montadora. "Estou convencido de que, juntos, poderemos lutar pelo título da Fórmula 1 no próximo ano. Não escondo que a perspectiva de correr por uma equipe alemã na Fórmula 1 é algo muito emocionante".

Schumacher terá ao seu lado o compatriota Nico Rosberg. "Eles são uma mescla perfeita de talento e experiência, de velocidade e juventude", elogiou Brawn. "Agora temos todos os ingredientes para que a temporada de 2010 seja repleta de êxito", finalizou.

Em 14 de março, a F-1 vai ver o maior campeão na etapa do Bahrein 1.239 dias após aquela que todos imaginavam ser sua volta final. Antes de fechar com a Mercedes, porém, ele pensou muito se valia a pena voltar.

O próprio Ross Brawn questionou se o alemão estava apto. "Fiz essa pergunta a Michael e ele é o melhor juiz do que pode fazer. Acredito totalmente nele, que me garantiu que pode fazer isso", contou. "Ele sempre foi seu melhor crítico. O homem por si só sabe do que ele é capaz. Estou muito confiante. E acredito em Michael".

Schumacher entra para a galeria de pilotos que pararam e retornaram, como Niki Lauda e Alain Prost – os dois foram campeões após o retorno às pistas. Agora, o alemão será concorrente da escuderia que o pôs no topo. "Não tomei a decisão (de fechar com a Mercedes) de cara, especialmente por causa da Ferrari. Trabalhamos juntos por 14 anos e vivi grandes momentos com a equipe", declarou. "Grande parte da minha vida foi ‘vermelha’, então há muita lealdade a essa equipe."

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