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Copa do Brasil

Meu nome é Coritiba

Alviverde precisou da goleada sobre um grande clube paulista, 24ª vitória consecutiva, para enfim ganhar os holofotes da mídia nacional

O técnico Marcelo Oliveira passou o dia dando entrevistas sobre o massacre coxa-branca sobre o Palmeiras | Antonio Costa/ Gazeta do Povo
O técnico Marcelo Oliveira passou o dia dando entrevistas sobre o massacre coxa-branca sobre o Palmeiras (Foto: Antonio Costa/ Gazeta do Povo)
Mais uma vez o Coritiba ganhou destaque no site da Fifa |

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Mais uma vez o Coritiba ganhou destaque no site da Fifa

Everton foi apresentado ontem |

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Everton foi apresentado ontem

Muito prazer, Coritiba. Foi assim que a equipe de melhor campanha na temporada apresentou-se ao país após a golear o Palmeiras por 6 a 0, na quinta-feira. A despeito do título estadual invicto e de se consolidar como um demolidor de recordes, o time de Marcelo Oli­vei­ra ainda era tratado com desconfiança fora dos limites paranaenses. A atuação perfeita contra um clube tradicional foi a deixa para enfim ganhar os holofotes.

Além de praticamente colocar o Alviverde pela quarta vez em uma semifinal de Copa do Brasil, o épico triunfo rendeu inúmeras aparições, citações e comentários na mídia nacional. A enorme re­­percussão, mesmo que mais focada no revés palmeirense, exaltou o clube do Alto da Glória. Ontem, o vice-presidente Vilson Ribeiro de Andrade mal conseguia atender aos telefonemas de jornalistas de São Paulo, Porto Alegre e Rio.

"A repercussão foi muito grande. Nos deixa feliz, mas estamos com os pés no chão. É um processo que só se iniciou. É claro que a conquista de uma vitória contra um time como o Palmeiras é bem diferente do que com um clube de menor expressão", disse o dirigente, que viu o Coxa ser manchete em diversos meios de comunicação.

O jornal esportivo Lance!, por exemplo, fez uma comparação com o todo-poderoso Barcelona ao estampar "CoritiBarça". A revista Placar, na internet, fez uma relação entre o Alviverde e o carrossel ho­­landês de 1974, a Laranja Mecâ­nica, comandada pelo lendário Johan Cruyff: "Coxa mecânica".

A Fifa – entidade que rege o fu­­tebol mundial – voltou a usar o time paranaense como manchete em seu site: "Uma série está viva, a outra chega ao fim", publicou, se re­­ferindo também à queda do Flamengo, outro brasileiro que ainda não havia perdido em 2011.

Lembranças que, moderadamente, só trazem benefícios. "O grupo está bem tranquilo. Sa­­bemos que a mídia está em cima e isso é muito bom para a gente. Mas temos de manter a humildade, os pés no chão. Ganhamos o Parana­ense, mas queremos mais e para isso temos de percorrer um ca­­minho muito longo ainda", apontou o volante Léo Gago. "É o efeito do nosso trabalho. Esse reconhecimento é gratificante. O torcedor está feliz e essa é a nossa felicidade", emendou o treinador Mar­­celo Oli­veira, comandante da equipe que alcançou 24 vitórias seguidas – recorde no futebol na­­cional – e dona do melhor ataque do Brasil em 2011: 81 gols marcados.

"É sempre bom ganhar, ver o efeito do trabalho na prática. Mas, no final, a conquista é o mais im­­portante. Os eliminados da Liber­tadores que o digam", concluiu o comandante, outro que passou o dia concedendo entrevistas, citando a surpreendente queda brasileira em série no torneio sul-americano como exemplo para não subestimar o Porco no jogo de volta.

Everton inicia os treinos

Alvo de disputa entre os rivais Atlético e Coritiba na última se­­mana, o atacante Everton, de 25 anos, foi apresentado ontem à imprensa no CT da Graciosa. Destaque do Caxias-RS no Gau­­chão e na Copa do Brasil – compe­­tição na qual enfrentou o Alviverde nas oitavas de final –, o meia-atacante assinou um contrato válido por quatro anos e comemorou o acerto com o Coxa.

"Foi [muito boa a troca] por causa da campanha excepcional do time. Meu empresário só falou: você vai para o Coritiba. Ele não disse por que não deu certo lá do outro lado [Atlético]. Estou satisfeito, quero cumprir o contrato e dar muita alegria à torcida", disse o atleta, revelado pela Adap de Campo Mourão, e com passagens por Grêmio, Inter e Bahia.

"É um jogador que vai se encaixar bem porque é moderno, tem boa técnica, faz gols, participa da marcação e é rápido. É uma opção a mais que teremos", elogiou o técnico Marcelo Oliveira.

Colaborou Ciro Campos

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