A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba irá exigir do Coritiba relatórios periódicos emitidos pelo Corpo de Bombeiros liberando o estádio Couto Pereira para a realização de jogos de futebol. A superlotação da praça esportiva alviverde que teria recebido quase 3 mil pessoas a mais que o permitido pelo laudo oficial dos Bombeiros motivou o Ministério Público a investigar o caso. De acordo com a determinação do MP, o clube terá que apresentar um laudo liberando o estádio pelo menos 48 horas antes de cada partida. Essa prática havia sido "deixada de lado" porque os clubes firmaram um acordo de ajustamento de conduta.
O promotor João Henrique Vilela da Silveira, responsável pela promotoria, afirmou em material divulgado pelo MP que a medida se deu em virtude das informações amplamente divulgadas pela imprensa. "Com a notícia de que havia muito mais gente do que o permitido no jogo do Coritiba, entendemos que esse termo não está sendo cumprido e por isso voltaremos a exigir do clube a apresentação desta liberação, até que a situação esteja esclarecida".
O MP solicitou também ao Corpo de Bombeiros informações atualizadas em relação à efetiva capacidade do estádio. "Se for verificado que houve abuso, vamos buscar as medidas cabíveis conforme previsto pelo Estatuto do Torcedor", disse o promotor. A Promotoria já tem procedimento aberto para fiscalizar se todos os clubes de futebol da capital cumprem as determinações do estatuto.
O presidente do Coritiba, Giovani Gionédis, foi procurado pela reportagem, mas seu celular estava desligado. Não foi possível outro contato com o dirigente.



