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Artistas chineses ensaiam para a cerimônia de encerramento dos Jogos de Pequim, que “passa o bastão” para a capital inglesa. | Joe Chan/ Reuters
Artistas chineses ensaiam para a cerimônia de encerramento dos Jogos de Pequim, que “passa o bastão” para a capital inglesa.| Foto: Joe Chan/ Reuters

O espetáculo e a grandiosidade que marcaram a Olimpíada de Pequim não se repetirão nos Jogos de Londres, em 2012, mas os britânicos prometem oferecer ao mundo o que muitos críticos consideraram ausentes na China: alegria e diversão. Mesmo ao classificar a Olimpíada de Pequim como "impecável" e "fantástica", o chefe do Comitê Organizador dos Jogos de Londres, Sebastian Coe, disse ontem não estar intimidado para realizar a difícil tarefa de impressionar o mundo daqui a quatro anos, depois do show dado pelos chineses.

Bicampeão olímpico nos 1.500 metros, em Moscou-80 e Los Angeles-84, e medalha de prata nos 800 metros nos mesmos Jogos, Coe afirmou em Pequim que não considera "razoável" comparar as duas edições dos Jogos. Avaliou ainda ser pouco provável que a grandiosidade vista nas duas últimas semanas se repita em qualquer outra Olimpíada.

Coe e sua equipe acreditam que realizarão um grande evento em 2012, no qual deverão estar presentes uma série de elementos associados a Londres, como diversidade cultural, a indústria de entretenimento, a música pop e a diversão. Pequim realizou a Olimpíada mais cara da história, com investimentos de US$ 40 bilhões, e maravilhou espectadores de todo o mundo com o espetáculo de abertura dos Jogos.

Dirigido pelo cineasta Zhang Yimou, o show teve a participação de 14 mil atores e celebrou a glória do passado imperial da China. "O espetáculo foi absolutamente surpreendente, poético e brilhante em sua coreografia e no uso da tecnologia", disse, na mesma entrevista Bill Morris, diretor de cultura do comitê organizador de Londres.

Além do espetáculo, a China gastou muito na construção de instalações olímpicas que se transformaram em ícones arquitetônicos, como o Ninho de Pássaro e o Cubo d’Água. Isso dificilmente se repetirá em Londres, mas os britânicos prometem deixar como legado um dos maiores parques urbanos criados na Europa nos últimos 150 anos e a revitalização de uma área decadente da cidade.

O orçamento da Olimpíada de Londres é de US$ 21,2 bilhões, com US$ 17,44 bilhões reservados à construção da infra-estrutura necessária para os Jogos e o restante destinado a custeio da organização.

A maioria das 34 instalações planejadas para Londres já existe e serão construídos apenas estádios que possam ser utilizados depois da Olimpíada. O local que sediará as competições de basquete será a maior estrutura temporária, com 12 mil lugares, e será desmontado depois dos Jogos.

Muitas das competições serão realizadas em pontos turísticos conhecidos mundialmente, como o Hyde Park (triatlo e maratona aquática), ou em locais que já se tornaram clássicos, entre os quais Wembley (futebol) e Wimbledon (tênis). "Os Jogos de Pequim foram fantásticos e inspiraram e energizaram nossa equipe a fazer uma Olimpíada que entusiasme o público doméstico e internacional", afirmou Coe. O britânico atribuiu o sucesso da China a uma concepção clara do que seriam os Jogos e a um planejamento detalhado, executado de maneira perfeita.

Cerca de 200 prédios foram destruídos para dar lugar ao Parque Olímpico, na região leste de Londres, onde ocorrerão cerca de metade das competições. O principal estádio terá 80 mil lugares, mas 55 mil serão removidos depois dos Jogos, para utilização do espaço em atividades educacionais, comunitárias e culturais, algo nunca experimentado antes em uma estrutura esportiva deste tamanho.

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