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Vôlei

Protagonista ou coadjuvante? Vôlei masculino estreia à procura de reafirmação

Seleção brasileira estreia confiante mesmo com a incógnita gerada por lesões, tropeço na Liga e idade elevada do grupo

 | Ivan Alvarado/Reuters
(Foto: Ivan Alvarado/Reuters)

Desde Atenas-2004, a seleção masculina de vôlei não iniciava uma Olimpíada sem ser 100% favorita ao ouro como na estreia de hoje em Londres, diante da Tunísia, às 18 horas (horário de Brasília). O time enfrenta ainda na primeira fase a Alemanha, Rússia, Sérvia e Estados Unidos.

O mau resultado na Liga Mundial deste ano, que deixou a equipe pela primeira vez fora das finais em 14 anos, a idade avançada do grupo e uma série de lesões fizeram com que o Brasil não chegasse à Inglaterra como o grande alvo a ser abatido. Mas só na visão dos adversários. Porque para o elenco nada disso pesa.

"Em 12 anos, ficamos fora de apenas dois pódios dos que disputamos. E isso fala por si. Além disso, o foco do ano sempre foi a Olimpíada", afirma Giba, um dos sete trintões do elenco de dez jogadores e que se despede das Olimpíadas. Giba também foi um dos atletas que sofreu com lesões nesta temporada, sendo obrigado a passar por uma cirurgia para corrigir uma fissura na tíbia, o que chegou a ameaçá-lo de estar com o grupo na competição. Além do capitão, Dante (dores nas costas e tendinite no joelho), Murilo (lesão no ombro) e Leandro Vissoto (cirurgia cardíaca), recuperaram-se há pouco tempo.

Para o levantador Bru­­ni­nho – reserva de Ricardinho, que retorna a uma Olimpíada (leia mais ao lado) –, todas as dificuldades deste ano na verdade servem de alento para o time. "Fomos abaixo do normal na Liga Mundial e temos que saber ouvir críticas. Assim como também temos de saber dar a volta por cima e mostrar que ainda somos um time a ser abatido", enfatiza.

Para o líbero Serginho, assim que a seleção estrear, todas essas dificuldades serão apagadas e o time entrará no eixo. "Isso não afeta em nada, porque agora zerou tudo. O ambiente está bom e assim que estrearmos vamos tirar o frio da barriga e entrar no ritmo", reforça.

Para Dante, os adversários ainda respeitam o Brasil. E a equipe está centrada para buscar o terceiro ouro no vôlei masculino. "Eles sabem que vivemos um momento ruim, em que não pudemos dar o nosso melhor por causa das contusões. Mas estamos chegando mais focados do que em 2008", avisa.

Volta por cimaRicardinho tem o respaldo do elenco

Após ficar fora de Pequim-2008 por se desentender com o técnico Bernardinho, o levantador Ricardinho (foto), capitão do ouro em Atenas-2004, volta a ser titular em Londres. E, mesmo depois de cinco anos distante da equipe nacional, Ricardinho segue com a confiança do grupo. "Ele teve a infelicidade de não entrar bem na Liga, mas já se acertou. É difícil ficar cinco anos fora e em um e dois meses se reintegrar. Espero que na Olimpíada tenhamos o entrosamento que precisamos", avalia o central Rodrigão, outro que se despede dos Jogos Olímpicos. O atacante Dante ressalta que Ricardinho está pronto para a estreia. É só questão de ritmo, o que deve ser adquirido durante a disputa. "Ele está na ponta dos cascos. Quando você fica tanto tempo sem jogar com um grupo fica um pouco mais lento. Mas ele é um talento impressionante", enfatiza.

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