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Suspensão

Brasil perde uma vaga na natação em Londres por doping

CBDA confirmou a suspensão de três nadadores, incluindo Glauber Silva, que estava classificado para os 100m borboleta

Glauber Silva foi suspenso por dois anos por excesso de testosterona no organismo | Sátiro Sodré / Agif
Glauber Silva foi suspenso por dois anos por excesso de testosterona no organismo (Foto: Sátiro Sodré / Agif)

O nadador Glauber Silva está fora dos Jogos Olimpícos de Londres. O atleta do Minas Tênis recebeu suspensão de dois anos por excesso de testosterona no organismo. Glauber foi flagrado durante a Tentativa Olímpica, em maio, quando obteve índice olímpico nos 100 metros borboleta. A punição foi divulgada nesta quarta-feira (27) pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), depois de painel que ouviu a defesa do nadador.

Também foram anunciadas suspensões para Flávia Delaroli, do Pinheiros, e Pâmela de Souza, do Corinthians. O exame de Flávia acusou a substância tuaminoheptano e a nadadora pegou gancho de três meses, a contar de 10 de maio, quando testou positivo durante a mesma Tentativa Olímpica. Pâmela foi suspensa por seis meses pelo uso do diurético furosemida.

Glauber solicitou a análise da amostra B e alegou em sua defesa uma alteração no organismo que produz alta variação hormonal. Mas os especialistas da CBDA - o painel foi formado pelos médicos Eduardo de Rose, Marcus Bernhoeft e Sandra Soldan - argumentaram que o teste indicava uso de esteroide por via exógena. A punição de Glauber conta a partir de 16 de junho.

Tanto Flávia quanto Pâmela abriram mão do direito de pedir a análise da amostra B. A pena da nadadora do Pinheiros foi reduzida porque a CBDA levou em conta que a substância tuaminoheptano estava presente em medicamento (Rinofluimucil) usado por Flávia há anos e que ela havia relatado sua utilização. A suspensão se deu por "negligência", segundo a entidade, uma vez que a nadadora deveria ter interrompido o uso durante o período de competição.

No caso da corintiana Pâmela, flagrada durante o Troféu Maria Lenk, em abril, os médicos entenderam que não houve intenção de aumento de desempenho e que a quantidade de furosemida não apontava tentativa de mascarar a ingestão de outras substâncias proibidas.

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