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hipismo

Com música de karaokê e público leigo, ‘dança dos cavalos’ é uma das atrações curiosas da Rio-2016

 | Albari Rosa/Gazeta do Povo
(Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo)

A disputa de uma das modalidades mais curiosas da Olimpíada do Rio começou nesta quarta-feira (10). No hipismo adestramento, os atletas têm a missão de fazer os cavalos executarem movimentos específicos, praticamente uma dança com os animais.

Os cavalos andam de ladinho, de costas, fazem giros, além dos ‘passos de dança’ parados no mesmo lugar e trotes em ritmos diferentes. As exibições duram cerca de seis minutos e são avaliadas por sete juízes.

ENTENDA o hipismo na Olimpíada

E se tem dança, é preciso ter trilha sonora. Todas as apresentações são acompanhadas do som instrumental de uma canção – semelhante a um karaokê. E a música clássica não é a única opção. No primeiro dia de competição, por exemplo, pode-se ouvir “My heart will go on”, de Celine Dion – o popular tema do filme Titanic – e até mesmo “As long as you love me”, da banda Backstreet Boys, febre entre os adolescentes na década de 90.

A trilha sonora, porém, não é escolhida pelos atletas. Tudo fica a cargo de um DJ do campeonato. “Eles sempre fazem uma graça. Entra um brasileiro, eles põe um sambinha. Os britânicos, tema de 007. Começa a chover, colocam ‘It’s raining man’”, brinca o cavaleiro brasileiro Pedro Almeida que competiu ao som de “Mas que nada”, de Jorge Ben Jor.

Público

A proximidade de casa, o preço mais baixo (R$ 70) e a facilidade em se encontrar ingressos foram alguns dos motivos que levaram os brasileiros para acompanhar o hipismo adestramento. O Centro Olímpico do Complexo de Deodoro ficou longe de lotar. A grande maioria dos presentes não conhecia as regras do esporte, mas estava empolgado em acompanhar um evento olímpico de perto.

“Moro aqui na região e sempre vejo os cavalos, então não podia perder a chance de ver algo profissional”, conta a enfermeira carioca Monique Falcão que acompanhou a competição ao lado da mãe. As duas conseguiram comprar bilhetes no dia anterior à disputa.

A vontade das crianças em ver os animais de perto também motivou muito pais. A fonoaudióloga Renata Oliveira veio com a filha Maria Luiza, de cinco anos. “Vim por causa dela. Ela queria ver muito os cavalos”, diz a mãe.

A prima de Renata, a advogada Juliana Lage, também foi ao Centro Olímpico, mas confundiu as modalidades. “Achei quer era a prova dos saltos na verdade. Quando cheguei, vi que não era. Aí fui procurar no celular para entender um pouco o adestramento”, admite.

O carioca Fábio Souza, de 32 anos, também nunca tinha ouvido falar no esporte. Ele trouxe a afilhada Ana Beatriz, 10 anos para assistir a prova. “Um amigo tinha dois ingressos sobrando e não podia vir. Aproveitei para fazer um programa diferente”.

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