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Corte de voluntários fará Rio-2016 ter menor contingente desde Atenas-2004

Voluntário em evento-teste da Rio-2016: crise levou a cortes para os Jogos. | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Voluntário em evento-teste da Rio-2016: crise levou a cortes para os Jogos. (Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo)

Com o corte de voluntários de 70 mil para 50 mil, os Jogos Olímpicos do Rio-2016 serão a edição com menor contingente desde Atenas-2004. Há 12 anos, na Grécia, foram usadas 45 mil pessoas em serviços de operação e em Sydney-2000 haviam sido 47 mil.

A Rio-2016 terá exatamente metade do número de voluntários de Pequim-2008. Naquela Olimpíada, uma das mais caras de todos os tempos, 100 mil inscritos foram selecionados para atuar na competição.

Eram 30 mil a mais do que em Londres-2012, que teve uma força de trabalho de 70 mil - que era, inicialmente, o número projetado para o Rio.

A motivação do Comitê Rio-2016 foi a redução de custo. Para não estourar o orçamento de aproximadamente R$ 7,4 bilhões, a entidade enxugou custos onde podia.

O programa de voluntários, lançado em agosto de 2014, entrou na lista. Um voluntário não é pago para atuar o megaevento, e recebe apenas uniforme e alimentação.

De acordo com Mário Andrada, diretor executivo de comunicações dos Jogos do Rio, a redução de 20 mil vagas vai diminuir gastos com uniforme, treinamento, comida e transporte. Andarada não precisou, porém, quanto de fato será economizado. “O número é suficiente para a operação”, disse Andrada em conversa com jornalistas nesta terça-feira (19), em São Paulo.

Os voluntários recrutados já começaram a ser informados da convocação. As áreas de atuação vão da operação em arenas a serviços médicos.

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