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Curitibano esquece família e abandona celular para ser intruso em superprova

Henrique Rodrigues inicia disputa dos 200m medley ao lado das estrelas Michael Phelps, Ryan Lochte e Thiago pereira

Henrique Rodrigues quer ser a grande zebra nos 200m medley. | Ana Patrícia/COB
Henrique Rodrigues quer ser a grande zebra nos 200m medley. (Foto: Ana Patrícia/COB)

25 ouros, 6 pratas e 6 bronzes. Não é o quadro de medalhas de uma potência esportiva, mas sim a soma de conquistas olímpicas dos participantes da disputa dos 200m medley da natação. Na prova dos gigantes da Rio-2016, um ‘intruso’ curitibano sonha surpreender.

Henrique Rodrigues, de 25 anos, nada no início da tarde desta quarta-feira (10) as eliminatórias no Estádio Aquático. Se avançar, volta à noite para a piscina na semifinal, onde buscará uma inédita vaga entre os oito melhores do mundo - a final é na noite de quinta (11).

Concorrentes de peso não faltam. O maior campeão olímpico da história, Michael Phelps, é o primeiro deles. Ele busca um histórico tetracampeonato, algo nunca conquistado em uma prova individual.

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Outro norte-americano, Ryan Lochte, dono de 11 medalhas em Jogos, está obcecado pelo primeiro lugar. O nadador já subiu ao pódio três vezes nos 200m medley, mas nunca no posto mais alto – ficou com a prata em Atenas-2004 e Londres-2012 e com o bronze em Pequim-2008.

O japonês Kosuke Hagino já venceu os 400m medley na Olimpíada do Rio e quer a dobradinha na outra prova do mesmo estilo. Ainda há o chinês Shun Wang, terceiro colocado no último Mundial.

Não bastassem os estrangeiros, há a concorrência interna do carioca Thiago Pereira, único medalhista de prata do país nos últimos Jogos. É uma constelação em que o atleta de Curitiba espera ter seu nome escrito.

“É uma das provas da Olimpíada mais duras para se conseguir uma medalha. Ele precisa se sentir bem na eliminatória, tirar a tensão após a primeira caída na água. Tecnicamente ele evoluiu nos últimos anos. É preciso conseguir a melhor prova da vida dele”, reconhece Alberto Silva, chefe de equipe da natação na Rio-2016.

O preparo psicológico é considerado fundamental para Henrique. Nos Jogos de 2012, o curitibano parou no semi. O 12º lugar o frustrou. Ele diz que “fatores externos, pessoais” o atrapalharam e não gosta de falar sobre o assunto.

O pai de Henrique, Nelson Rodrigues, vê o filho mais tranquilo para competir diante da torcida brasileira. “Ele teve um amadurecimento natural e está focado. O que tinha que ter sido feito, foi feito. Temos de torcer para ele acordar em um bom dia. Nas competições individuais é assim”, diz.

O paranaense realmente evoluiu no último ciclo olímpico. No Pan de Toronto, em 2015, deixou Thiago Pereira para trás e levou o ouro com o recorde do campeonato e melhor marca da carreira: 1min57s06, tempo que o teria deixado em quinto lugar em Londres-2012. No Mundial, também no ano passado, alcançou a final e terminou em sétimo.

“O Henrique está bem, mostrou muita confiança na aclimatação. O emocional pesa. É uma coisa bem dele. Por isso, é crucial que ele tenha tranquilidade, equilíbrio. Quem consegue isso, tira vantagem sobre os outros”, atesta o técnico.

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