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rio-2016

Instalações dos Jogos Olímpicos são exercício de imaginação

Faltando dois anos para as competições começarem, poucos locais tomaram forma

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Visitar os locais que vão receber as competições durante a Olimpíada do Rio é um exercício de imaginação. A pouco menos de dois anos para a abertura, poucas instalações ganharam forma para os Jogos. Com grande parte do projeto olímpico ainda longe de se tornar realidade, é possível apenas projetar o que estará finalizado em 2016. Ver algo pronto é raridade.

INFOGRÁFICO: Confira como está o andamento das obras

Os dois principais palcos do evento são o Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, e o Complexo Esportivo de Deodoro. A reportagem esteve nas duas sedes ontem. Juntas, elas vão receber 25 das 42 modalidades que estarão em disputa.

Em Deodoro, apenas 36% das obras estão prontas. Após um atraso considerável nas licitações, os trabalhos no local começaram só no mês passado. Ainda não há sinal da arena que vai receber os jogos preliminares do basquete e nem do Centro Olímpico de Hóquei sobre Grama, duas instalações permanentes que precisam ser construídas do zero.

Mesmo áreas já existentes e que foram utilizadas no Pan de 2007 precisam passar por adaptações importantes. As arquibancadas do centro de hipismo, por exemplo, terão de aumentar a capacidade de 1 mil para 14 mil.

"Tem muita coisa para ser feita, mas agora as obras estão em andamento. Temos muita gente trabalhando aqui", tenta tranquilizar o canadense Mike Laleune, gerente da sede Deodoro. "Foi o último local a ter as obras iniciadas e vamos acompanhar muito de perto", emenda Patricia Hespanha, diretora executiva de infraestrutura dos Jogos.

O coração da Olimpíada, o Parque Olímpico, é atualmente o grande canteiro de obras. Andar por lá significa enfrentar muita lama, terra e areia e cruzar com tratores e caminhões. Poucas estruturas estão levantadas.

O presidente da Empresa Olímpica Municipal, Joaquim Monteiro, garante que o panorama é tranquilo já que, segundo ele, este é o momento do "trabalho invisível", embaixo da terra. "Estamos com o cronograma adiantado em toda a montagem subterrânea, como drenagem, rede anti-incêndio, eletricidade e esgoto", justifica. "As arenas são a ponta do iceberg. São pré-moldadas e não levam muito tempo para serem finalizadas", acredita.

A Prefeitura do Rio considera que 55% de toda a estrutura olímpica está pronta ou passa por pequenas adaptações. O número, no entanto, é duvidoso. Um dos locais considerados de "reforma simples" é o Engenhão.

Interditado desde o ano passado por causa de problemas na cobertura, o estádio está longe de ficar pronto. A expectativa é liberá-lo para jogos de futebol no fim do ano. Porém, para a Olimpíada, é preciso instalar mais 15 mil assentos provisórios e recuperar a pista de atletismo, o que só deve começar no segundo semestre do ano que vem.

Nada do que foi desenhado exclusivamente para a Olimpíada está avançado. Só está finalizado ou bem encaminhado aquilo que já existia, como o Maracanã, reformado para a Copa do Mundo e que será palco das cerimônias de abertura e encerramento. O prazo é curto, já que a partir da metade de 2015 começa uma maratona de eventos-teste oficiais na capital carioca.

O jornalista viajou a convite do Comitê Olímpico Brasileiro

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