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Militar, campeã olímpica não presta continência por medo de perder a medalha

Rafaela Silva admite que manteve “a mão quieta” para não correr o risco de ser desclassificada, apesar de a continência estar liberada pelo Comitê Olímpico Brasileiro

 | Albari Rosa/Gazeta do Povo
(Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo)

Sargento da Marinha dentro do Programa de Atletas de Alto Rendimento (PAAR) das Forças Armadas, a judoca campeã olímpica Rafaela Silva preferiu não prestar continência no pódio da Rio-2016 nesta segunda-feira (8). O motivo: medo de perder a medalha de ouro na categoria leve (até 57 kg).

“Tem muita regra que muda de uma hora para outra. Antes não podia nem fazer o sinal da cruz que você já era desclassificado. Então, para não correr risco de perder minha medalha, continuei com a mão quieta”, explica a judoca, primeiro ouro do país na Rio-2016

A continência está liberada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e os 145 atletas militares da delegação brasileira são orientados por seus oficiais a fazê-lo nas premiações.

Na primeira medalha que o Brasil conquistou nesta Olimpíada, a prata na prova de pistola de ar 10 metros, sábado (6),o atirador Felipe Wu, sargento do Exército, prestou continência no pódio.

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