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Mulheres mantém tradição na vela e fazem festa de ouro no Rio

Martine e Kahena, dupla medalha de ouro na vela | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Martine e Kahena, dupla medalha de ouro na vela (Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo)

A medalha de ouro conquistada por Martine Grael e Kahena Kunze nessa quinta-feira (18) fez por merecer uma comemoração muito maior do que a regata de 21 minutos que colocou a dupla na história da vela.

O esporte, agora responsável por sete dos 27 primeiros lugares olímpicos do Brasil, manteve a tradição de ganhar pelo menos uma medalha desde Atlanta-1996.

Assim que saiu da água, logo após cruzar a linha de chegada dois segundos à frente da embarcação da Nova Zelândia, a dupla brasileira celebrou como nunca. Levantadas em cima do barco, as campeãs chegaram à praia e foram recebidas por uma torcida de centenas de amigos e familiares. “Parecia o Maracanã”, descreveu Kahena, 25 anos, filha um campeão mundial júnior no iatismo.

Martine, que tem a mesma idade da parceira, também cresceu com uma referência. Torben Grael é bicampeão olímpico, além de ter ainda uma medalha de prata e duas de bronze. Ao lado de Robert Scheidt, o hoje coordenador técnico da equipe brasileira de vela é o maior medalhista do país na história dos Jogos. Filha de lenda, lenda será?

“Ela já me passou, na verdade. Ganhou o ouro e foi eleita melhor do mundo antes de mim”, lembra Torben, elogiando a filha e afastando qualquer pressão por carregar o sobrenome mais famoso da vela nacional.

“Essa comparação só tem de ser usada como incentivo”, continua o Grael, que assistiu estático, mas com sorriso que não cabia no rosto, a filha subir ao pódio.

Com a medalha no peito, a festa só aumentou. Martine e Kahena não se seguraram. Carregando bandeiras, as duas pularam a grade que separava o público. Distribuiram abraços e cumprimentos por quase uma horas até falarem com a imprensa.

“Não esperava uma comemoração tão grande”, admite Martine, que só escutou a torcida assim que a regata terminou. No melhor estilo carioca, ela resumiu. “Caraca, irado”.

Paulista, mas criada na Cidade Maravilhosa, Kahena almeja que a façanha na classe 49erFX faça o que todas as outras conquistas do esporte falharam, de alguma forma, em cumprir.

“A vela brasileira está um pouco apagada. Espero que essa medalha possa inspirar os jovens e que a vela seja mais popular”, sonha.

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