
As meninas do Brasil lutam por um resultado histórico na ginástica artística na tarde desta terça-feira (8), em um dos principais eventos do dia. O time nacional disputa a final por equipes, a partir das 16h, em busca da primeira medalha entre as mulheres na modalidade. A única conquista olímpica do país foi no masculino, com Arthur Zanetti nas argolas, em Londres-2012.
Ao alcançar uma posição entre as oito melhores, as brasileiras já igualaram a melhor campanha da equipe feminina em Jogos, registrada em Pequim-2008 (8º lugar). Na Grã-Bretanha, há quatro anos, um decepcionante 12º e último lugar.
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Integram o time brasileiro Daniele Hypólito, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira, Rebeca Andrade e Flávia Saraiva. E são justamente as duas últimas, as caçulas do time, que prometem liderar a equipe tecnicamente em busca do pódio.
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Nas classificatórias, Rebeca, 17 anos, e Flávia, 16, conseguiram as melhores notas para o Brasil. Não à toa, foram as únicas que garantiram vagas também em finais individuais. No entanto, segurar os nervos às vésperas da final é o desafio para as duas. E aí as mais experientes ganham papel fundamental.
Jade, 25 anos, está em sua segunda Olimpíada. Daniele, 31, na quinta. “No sábado à noite [dia que antecedeu as classificatórias] na Vila, a Flávia não parava quieta no quarto. Estava muito ansiosa. Achei que teria de prender ela na cama”, contou Jade.
Flavinha, de apenas 1,33m e 32 kg, é a xodó da equipe e da torcida. Principal revelação da ginástica brasileira, ela é forte candidata à medalha na trave – a final será na próxima segunda (15). Hypólito acredita que as mais novas não vão sentir a pressão.
“O grupo inteiro está muito feliz, emocionado. Vai ser a finalização de um ciclo olímpico. Mas temos que nos concentrar para ajudar o Brasil. Trabalhamos muito para esse momento. Vamos vir com tudo para esta final e vamos vir fortes”, crava a ginasta.
A disputa real das meninas brasileiras é pelo bronze. O ouro é praticamente certo para os Estados Unidos, que terminaram a fase classificatória com 185.238 pontos contra 175.279 da China, outra favoritíssima à medalha. O Brasil, quinto nas eliminatórias ficou perto de Rússia e Grã-Bretanha – diferença de apenas 1.225 pontos. Entre os três países deverá sair o medalhista de bronze.










