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Rio-2016

Paraná quer atrair delegações estrangeiras para a Olimpíada do Rio

Com 12 locais de treinamento cadastrados para receber delegações antes dos Jogos de 2016, estado tenta seduzir delegações estrangeiras

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Curitiba, Piraquara e Marin­­gá têm grandes chances de ter um pouco da Olim­­píada de 2016. Toledo e Foz do Iguaçu, bem possível. Londrina e São José dos Pinhais, sem chance. Os sete municípios têm estruturas esportivas cadastradas no Guia de Locais de Treinamento Pré-Jogos para a Olimpíada do Rio. O Paraná possui 12 dos 167 locais autorizados a receber seleções de outros países para aclimatação às vésperas dos Jogos, destes, três devem ser efetivamente usados.

Veja o total de investimento nos complexos esportivos no Paraná

Apenas a Universidade Positivo (UP) e o Complexo Esportivo de Maringá receberam equipes estrangeiras interessadas em fazer uma escala no estado antes de desembarcar em definitivo no Rio de Janeiro para as disputas, que terão início em 5 de agosto de 2016. Ninguém ainda fechou contrato.

O tempo para negociar é curto. Faltam 711 dias para os Jogos e as delegações que virão para aclimatar devem desembarcar no Brasil em meados de julho de 2016. Considerando que são esperados atletas de 204 países em 42 modalidades nos Jogos Olímpicos e 173 países em 23 esportes nos Jogos Paralímpicos, potencial de mercado, não falta. Cabe à cada instituição selecionada ir ao mercado em busca de futuros "hóspedes".

"Muitos países da Amé­­rica Latina não entram nessa conta porque irão direto para o Rio de Janeiro. Nosso objetivo é trazer alguma equipe, se possível do Top 10, para ter um legado, aprender com equipes do mais alto nível", diz o coordenador do curso de Educação Física da Universidade Positivo, Zair Candido de Oliveira Netto.

Os 12 locais paranaen­­ses foram selecionados há dois anos pelo Comitê Organizador 2016. As instalações aprovadas estão no caderno de divulgação dos Jogos do Rio e são apresentadas periodicamente aos Comitês Olímpicos dos países participantes dos Jogos. Cada seleção escolhe se e onde fará a aclimatação e aí cabe a cada local a missão de divulgar seus predicados e negociar valores e condições de uso.

O foco não será, certamente, as principais potên­­cias esportivas. Estas fecham acordos para toda a delegação e com antecedência. Os Estados Unidos fecharam contrato com o Flamengo para usar as instalações do Rubro-Negro (que não constam na lista do Rio 2016) há um ano. Terceira colocada no quadro geral dos jogos de 2012, a Grã-Bretanha definiu em janeiro de 2013 que sua base será o Minas Tênis Clube, de Belo Horizonte (BH)

Visitas deixam três municípios na expectativa

A Universidade Positivo (UP) recebeu visitas de dirigentes da seleção japonesa de natação. A piscina da instituição é uma das poucas do estado com metragem olímpica (50 metros) e cobertas. "Uma desvantagem é o fato de Curitiba ser uma cidade mais fria que o Rio de Janeiro. Membros de comitês também questionam o fato de a Universidade não ter dormitórios próprios, algo comum em outros países. Para compensar isso, estamos nos associando ao Bureau Internacional, facilitando o das equipes à rede hoteleira", explica o coordenador do curso de Educação Física da (UP), Zair Candido de Oliveira Netto.

Em Maringá, o velódromo é de uso da seleção brasileira de ciclismo. Apesar de o Ginásio Chico Neto estar recém-reformado e climatizado, é a área atletismo, ao lado, no Estádio Willie Davids, o principal chamariz da cidade para atrair os gringos. Enquanto as seleções de esportes coletivos de quadra devem preferir opções no Sudeste do país, a pista emborrachada e Campo de saltos e arremessos com constante uso e manutenção – algo pouco comum no país – podem atrair equipes estrangeiras.

"Em maio, recebemos a visita da seleção do Canadá, que ainda não definiu onde vai fazer sua aclimatação. O que pesa é que nos falta uma academia. Fora o Chico Neto, todos os locais do Complexo Esportivo precisam de ajustes. Para isso, precisamos orçar e contar com recursos do Ministério do Esporte", diz o diretor geral da Secretaria de Esportes de Maringá, Afonso Fernandes Martins Neto.

Uma boa estrutura para um esporte não muito popular também é o trunfo do Centro Paranaense de Tiro, em Piraquara, que tem sondagens de seleções europeias. A intenção de receber atletas estrangeiros às vésperas dos Jogos é tamanha que promoveu reformas pensando exclusivamente nos futuros usuários. "Neste ano vamos começar a divulgação para valer. Fizemos melhorias no sistema de drenagem das pedanas [áreas de tiro para modalidade de fossa olímpica] para que, mesmo se os atiradores vierem em um período de chuvas, seus treinos não fiquem prejudicados", afirma a responsável pelo Centro, Alisson Zella de Souza.

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