
O Coritiba bem que tentou. Seria o presente perfeito para a torcida no ano do centenário. Mas não será desta vez que o craque Alex voltará a vestir a camisa alviverde. Alegando motivos familiares, o meia, de 31 anos, deixou claro que não é o momento para deixar a Europa.
Quem revelou o encontro com o diretor de futebol Homero Halila foi o próprio Alex, em sua coluna no site Coxanautas, intitulada Opção de vida. "Ele me passou as ideias do clube para esse ano e queria saber se poderia contar comigo. Eu respondi que só pode contar comigo como torcedor. Até por respeito ao clube, não posso estar aí sem estar envolvido, com a cabeça nessas situações que tenho aqui na Turquia", justifica o jogador do Fenerbahçe, que também recebeu uma proposta do Palmeiras, se referindo ao ritmo menos puxado e à qualidade de vida no Velho Mundo.
Alex, que no clube turco treina apenas pela manhã e tem o restante do dia livre para ficar com a família, considera exagerada a carga de treinamentos e o número de jogos no Brasil. "O que a vida me oferece neste momento é mais que futebol. Não posso perder a chance de viver uma cultura diferente, de poder acompanhar de perto o crescimento das minhas filhas, de poder viajar pela Europa em lugares que só via em livros, de aprender uma nova língua, de as minhas filhas voltarem ao Brasil falando fluentemente outros idiomas, de estar junto com minha mulher que tanto ficou a parte nesses anos de casamento", argumenta o meia, que passou a encarar o futebol de maneira mais light após o título brasileiro de 2004 pelo Cruzeiro e a transferência para o Fener.
"Era um sonho para o centenário", admite Halila, sabendo que será difícil encontrar outro presente tão bom para a torcida coxa-branca."É um jogador que tem tudo a ver com o Coritiba, como um embaixador do clube."
O contrato de Alex com o Fener termina no meio do ano, mas a renovação já está apalavrada. "Estou me preparando para essa mudança, porque quero voltar, mas quando esse momento acontecer, não quero voltar pensando no que está ficando para trás. Quero estar 1000% comprometido. E aí sacrificar esse convívio familiar por mais um período", diz o jogador, sempre preocupado em ser compreendido pela torcida coritibana. "Continuo torcendo à distância, como qualquer outro coxa nesse ano tão importante para todos nós. Peço desculpas se feri algum sentimento, mas peço também entendimento por essa opção de vida."



