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Paranaense

Para Geninho, time está devendo para a torcida e diretoria

Treinador explica mudança tática na equipe e espera que o Atlético suba de produção

 | Jonathan Campos / Agência de Notícias Gazeta do Povo
(Foto: Jonathan Campos / Agência de Notícias Gazeta do Povo)

Sofrendo pressão da torcida após maus resultados, o Atlético muda mais uma vez, desta vez para enfrentar o Roma, em Apucarana, às 21h50 de quarta-feira. A primeira mudança foi uma dura reunião envolvendo o grupo e o treinador Geninho na segunda-feira (21), cujo conteúdo foi revelado pelo próprio treinador nesta terça (22).

"Nós fizemos uma conversa dentro do grupo [admitindo] que nós estamos devendo para a torcida, a diretoria e nós mesmos . Todo mundo que está hoje no Atlético sabe que pode dar mais. Nós estamos perdendo para nós mesmos", disse Geninho.

A defesa, ponto fraco da equipe nesta temporada, continua preocupando Geninho, mesmo com a diminuição da média de gols sofridos. "A gente está tendo dificuldade de achar uma formação que dê uma segurança maior, apesar do índice de gols que nós estamos tomando agora ser menor que em relação ao início. Nós ainda estamos tomando alguns gols que nós poderíamos não ter tomado", afirmou.

Para tentar ao mesmo tempo arrumar a defesa e melhorar a saída de bola no meio de campo, Geninho promoverá a estreia de Dalton, que fará trio de zaga com Manoel e Flávio. Wagner Diniz voltará à lateral-direita, fazendo com que Ale não volte à equipe titular e que Kléberson fique fora até do banco de reservas. Róbston será o único volante do time.

"Quando você escala três zagueiros, não se obriga a colocar um primeiro volante, um dos três zagueiros praticamente é um. Com três zagueiros, dá para colocar um volante com saída de bola boa, que é o caso do Róbston. A ideia é sair melhor de meio de campo para o ataque", explicou Geninho.

Com isso, o time atleticano que jogará em Apucarana terá a seguinte formação: Renan Rocha; Manoel, Dalton e Flávio; Wagner Diniz, Róbston, Paulo Baier, Madson e Paulinho; Guerrón e Nieto.

O treinador ainda desabafou em um tom otimista, de que o Atlético começará a subir de produção. "A responsabilidade do treinador é total. Ele tem de ser o maior responsável por tudo. Ele assume. É o chefe. Eu procuro sempre por onde passo fazer o meu melhor. Às vezes consegue. Não há uma poção mágica para fazer o clube andar sempre bem. Mas eu tenho muita esperança de que as coisas aqui vão caminhar para uma maneira melhor", concluiu.

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