Recife De saída do clube, o técnico René Simões, que durante a semana foi personagem de uma troca de farpas com o coordenador de futebol João Carlos Vialle, garantiu que não vai embora magoado.
"Absolutamente não. Claro que o título vale alguma coisa no meu currículo, mas o que vale mesmo é a caminhada. Pessoas que ouvi, outras que pude ensinar. Só levo coisas boas daqui. Agradeço por ter trabalhado no Coritiba e à familia coxa-branca por ter me aceitado tão bem", discursou o treinador, que deve voltar à seleção da Jamaica, equipe que classificou para a Copa de 1998.
Para ele, a espetacular virada de ontem corrigiu o que seria uma grande injustiça. "O grupo não merecia nada diferente. Agora, como tudo este ano, o título veio com muito sacrifício. Os jogadores foram leões. Estão de parabéns. Ficamos felizes pela torcida também, que não podia terminar sem comemorar."
No momento mais difícil, com um a menos em campo e perdendo por 2 a 1, ele tirou o lateral-esquerdo Fabinho para colocar o atacante Edmílson. "Não tinha jeito. Soube que o Ipatinga estava ganhando e tivemos de correr o risco. O Kuki podia até ter feito mais um gol para eles e acabou chutando por cima... O importante é que no fim tudo deu certo", comemorou.
Ele ainda teve de superar o abalo causado pela notícia de que um grande amigo teve um derrame cerebral e iria passar por uma cirurgia, recebida pouco antes da partida. Por isso talvez nem possa participar da festa do título, hoje, em Curitiba.



