A sina de fazer um bom primeiro tempo e jogar mal no segundo acabou. Ontem, contra o Brasiliense, na Boca do Jacaré, o Paraná se preocupou somente em não levar gols na etapa inicial. No entanto, na volta do intervalo, o time foi inteligente, explorou o nervosismo do adversário e venceu por 1 a 0. Mas bem que merecia voltar do Planalto Central com um placar mais elástico.
"Conversamos muito no intervalo porque parecíamos assustados no primeiro tempo. Soubemos nos defender, mas pedi mais coragem e mais qualidade para sair jogando. Fizemos um gol e podíamos ter feito mais", confirmou o técnico Roberto Cavalo. "O jogo contra o Figueirense foi um acidente de trabalho. Conseguimos recuperar o psicológico dos jogadores. Pedimos mais empenho e seriedade. Sabíamos que não seria fácil, mas agora teremos um pouco mais de tranquilidade para o jogo de sexta (contra a Portuguesa, na Vila Capanema)".
A estratégia de priorizar a defesa deu certo. Não tanto pela eficiência da marcação da equipe de Roberto Cavalo, mas sim pela incompetência dos donos da casa para concluir em gol. Mesmo com três zagueiros e dois volantes, o Paraná cedia espaços para o Jacaré. Apesar do amplo domínio dos oponentes, o goleiro Zé Carlos pouco trabalhou. Ficou claro que a falta de pontaria não é apenas problema paranista.
No intervalo, o meia Rafinha deu a dica. "Eles vão se abrir ainda mais no segundo tempo e no contra-ataque vamos conseguir o gol da vitória". Não deu outra. Logo aos dez minutos, em um lance rápido, João Paulo recebeu do meia-atacante e, de fora da área, bateu forte com o peito do pé. A bola pingou no péssimo gramado e morreu no cantinho do gol defendido por Guto.
Depois do gol, o Brasiliense se lançou ainda mais ao ataque. Criava algumas chances, mas nada com muita efetividade. A insistência era com os cruzamentos para a área, a maioria deles rechaçados pelo trio defensivo do Tricolor. Como buscava o gol a todo instante, o Amarelão deixou de lado a marcação. E o Paraná soube aproveitar os buracos. Foi assim que Davi e Murilo desperdiçaram boas oportunidades. Rafinha chegou a acertar a trave e, quando fez ótima jogada individual, já no fim do jogo, concluiu mal.
"Fizemos uma marcação forte no segundo tempo e não deixamos eles jogarem. Eu sabia que nos contra-ataques poderíamos fazer o gol e foi isso que aconteceu", disse Rafinha, um dos melhores em campo. Como recebeu recebeu o cartão amarelo por retardar uma cobrança de escanteio, o meia está fora contra a Lusa. "Quem entrar no meu lugar vai dar conta do recado."
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Veja ficha técnica do jogo Paraná X Brasiliense
Em Taguatinga
Brasiliense
Guto, Ânderson (Rodriguinho), Padovani, Moacri e Edinho; Flávio, Juninho, Thiaguinho e Iranildo; Abuda (Ricardinho) e Lúcio Flávio (Gustavo).
Técnico: Reinaldo Gueldini.
Paraná
Zé Carlos; Montoya, Élton (Leandro) e Luís Henrique; Murilo, Adoniran (Rai), João Paulo, Rafinha, Davi (Kleber) e Márcio Goiano; Adriano.
Técnico: Roberto Cavalo
Estádio: Boca do Jacaré. Árbitro: Wilson Souza de Mendonça (PE). Amarelos: Márcio Goiano, Élton, Rafinha (P); Juninho (B). Gol: João Paulo 10/2º. Público: 3.537. Renda: R$ 12.457.



