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Em uma partida candidata a um dos piores jogos do Brasileirão 2006, o Paraná acabou derrotado pelo Juventude por 1 a 0. Irreconhecíveis, os comandados de Caio Júnior mostraram um futebol muito aquém do que já foi apresentado durante o 1.º turno e acabaram cedendo a vontade de vencer e o oportunismo dos gaúchos. O melhor ataque da competição também apresentou um péssimo rendimento, tendo chutado apenas uma bola no gol adversário. De quebra, o Tricolor deixou a zona de classificação para a Libertadores e caiu para a 5.ª colocação no campeonato.

Além da derrota, o Paraná também deixa de fazer a lição de casa e perde uma invencibilidade de nove meses dentro do Pinheirão. Do outro lado, o Juventude segue sem perder em Curitiba para o Tricolor em partidas do Brasileirão por pontos corridos, instituído em 2003. Em sete partidas, foram quatro triunfos gaúchos, dois empates e apenas uma vitória paranista.

O público também foi outro ponto baixo do confronto: apenas 5.922 torcedores compareceram. A derrota repete o revés dos tricolores no jogo do 1.º turno, em embate disputado em Caxias do Sul. Cabe buscar agora os pontos perdidos em casa nas duas próximas partidas fora de casa, contra o Botafogo na quinta-feira, e contra o Grêmio no próximo domingo.

Com a vitória, o Juventude subiu para a 10.ª posição com 26 pontos, e enfrenta na próxima rodada o Flamengo no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul.

Tricolor mostra péssimo futebol e já merecia perder no 1.º tempo

Sem Leonardo, vetado pelo departamento médico, e Beto, expulso contra o São Paulo, o técnico Caio Júnior apostou no atacante Jeffe e no meia Sandro para o confronto contra os gaúchos. A partida começou recheada de faltas dos dois lados. O Paraná já demonstrava características que iriam perdurar durante toda a 1.ª etapa: ataque inoperante, marcação falha no meio-campo e zagueiros batendo cabeça na defesa. Com isso, o Juventude viu uma ótima oportunidade de manter a fama de algoz tricolor em Curitiba.

Marcando forte e roubando várias bolas no meio, os visitantes conseguiram criar algumas boas chances, até que aos 12 a bola foi parar no fundo da rede de Flávio, mas o gol foi bem anulado pelo árbitro Sálvio Spínola. O atacante Cristian foi lançado por Lauro e saiu livre na frente da meta paranista. No arremate, a bola explodiu na trave, e no rebote Leandrinho, impedido deste o início da jogada, finalizou.

O sufoco e o péssimo futebol dos donos da casa permaneceriam durante todo o 1.º tempo. Entre os principais valores do Paraná, o lateral-esquerdo Edinho foi um dos poucos lúcidos. Sandro, assim como na última partida contra o São Paulo, jogava mal e perdida todas as jogadas. Já Maicossuel, bem marcado, sofria com as faltas e não conseguia jogar. Jeffe, muito afobado, estava perdido e não aparecia para os companheiros.

Aos 29 minutos, quase os gaúchos conseguem abrir o marcador. De fora da área, Lauro bateu forte e Flávio foi buscar no ângulo uma bola praticamente inalcançável. A pressão do Juventude continuou, e o Tricolor seguia irreconhecível. Tanto que, irritado, Caio Júnior já sinalizava que iria mudar a equipe antes do intervalo, ao colocar o atacante Zumbi e o meia Joelson no aquecimento.

Mudam os personagens na etapa complementar, mas o futebol ruim continua

Caio Júnior tenta de forma ousada mudar a postura do Tricolor no 2.º tempo, com a entrada do meia Joelson na vaga do lateral-direito Ângelo. Outra modificação foi a saída do avante Jeffe para a entrada de Zumbi. Com as alterações, o treinador posicionou Pierre na lateral e continuou com o esquema 3-5-2.

Mesmo com diferentes peças, a postura apática dos donos da casa prosseguiu. Tanto que aos 2 minutos, Cristian recebeu bola cruzada na área, girou sobre o zagueiro Neguette e bateu fraco, mas rasteiro, no contrapé de Flávio. Perdendo o jogo, o Paraná se lançou ao ataque, mas de forma desordenada e sem conseguir chutar a gol.

A única grande chance do Paraná na partida e que fez o goleiro André trabalhar foi aos 39 minutos. Sandro cruzou da direita na cabeça de Zumbi que, embaixo do gol, cabeceou no peito do arqueiro e perdeu a oportunidade de empatar. Sem forças, o Tricolor agonizou até o fim e acabou derrotado.

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