A meta traçada pela comissão técnica do Paraná de conquistar 12 pontos nos quatro jogos antes da paralisação do Brasileiro para a Copa do Mundo já foi por água abaixo. Ontem, o time não saiu do 0 a 0 com o Figueirense no Pinheirão. Agora, o Tricolor terá de torcer hoje contra Grêmio e Botafogo (que enfrentam Goiás e Vasco, respectivamente) para não voltar à zona de rebaixamento.
A equipe da Vila Capanema completou a quarta rodada sem conseguir vencer (o único triunfo na competição foi diante do Grêmio, pôr 5 a 2, em 30 de abril). Mas ao contrário dos outros jogos, não pôde por a culpa na má pontaria dos atacantes. Dessa vez quase nenhuma chance real de gol foi criada durante os 94 minutos em que a bola rolou.
O resultado ruim não foi o pior que os pouco mais de 2.500 torcedores que foram ao estádio viram. A péssima qualidade técnica da partida impressionou. Enquanto os atrapalhados donos da casa pouco criavam, os catarinenses só se defendiam.
O frio de 10 graus provocou um desânimo incomum em quem tinha a função de alimentar as jogadas ofensivas. Com isso, os marcadores das duas equipes levaram vantagem em quase 100% dos lances.
A excessiva cautela dos treinadores Caio Júnior e Adílson Batista fez um jogo cheio de faltas e pouquíssima inspiração. O eficaz contra-ataque do Furacão do Estreito (produziu as goleadas por 6 a 1 sobre Palmeiras e 4 a 2 diante do Internacional) foi temido até demais pelo Paraná.
"Não podemos nos expor como o Internacional e o Palmeiras fizeram. O Figueirense é muito rápido do meio para frente e não podemos cometer esse erro", já avisava no intervalo Caio Júnior.
Para piorar a situação, o capitão Beto que voltava após uma rodada afastado por uma lesão na coxa esquerda, se machucou novamente logo no primeiro minuto do jogo (pancada nas costas) e foi substituído por Felipe Alves.
O fantasma das contusões, que tirou jogadores do time em todos os jogos do campeonato, já havia impedido os alas titulares Ângelo e Edinho com problemas musculares de enfrentar o Figueira. Os substitutos escolhidos, Parral e Batista, foram os piores em campo. Nem mesmo a expulsão do zagueiro alvinegro Vinícius, aos 35 do segundo tempo, foi capaz de mudar o panorama. O Paraná volta a jogar no Sábado, contra a Ponte Preta, em Campinas.
Em Curitiba
Paraná 0Flávio; Gustavo, Émerson e Neguette; Parral (Sandro), Goiano, Beto (Felipe Alves), Maicosuel, Gerson (Leonardo) e Ba-tista; Cristiano.Técnico: Caio Júnior.
Figueirense 0Dalton; Vinícius, Chicão e Tiago Prado; Carlos Alberto, Rodrigo Souto, Henrique, Fernandes (Cícero) e Marquinhos Paraná; Soares (Tiago Silvy) e Schwenck (Samir).Técnico: Adílson Batista.
Árbitro: Antônio Hora Filho (SE). Amarelos: Neguette e Maicosuel (P). Vinícius e Tiago Prado (F). Expulsão: Vinícius (F). Público: 2.217 (2.760 total). Renda: R$ 28.960,00.



