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Série B

Paraná sofre metamorfose com Zetti

Zetti promove seis alterações (quatro estreias) para a largada na Segundona, amanhã, contra o Bahia. “Na verdade, não foi uma mudança, mas uma necessidade”, diz o treinador

O técnico Zetti orienta o goleiro Ney , de 31 anos. A tarimba – um pré-requisito para o novo treinador – pesou na disputa pela camisa 1 paranista | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
O técnico Zetti orienta o goleiro Ney , de 31 anos. A tarimba – um pré-requisito para o novo treinador – pesou na disputa pela camisa 1 paranista (Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)

Apresentado na terça-feira pela manhã, o técnico Zetti precisou de apenas dois treinamentos para mudar radicalmente o Paraná. O Tricolor terá seis novidades no confronto com o Bahia, amanhã, às 16h10, na largada da Série B. Boa parte delas, recém-chegada à Vila Capanema, como o treinador.

"Na verdade não foi uma mudança, mas uma necessidade. Aproveitei os jogadores em melhores condições. Busquei o máximo de informação possível para ajustar a equipe para essa partida", esclarece Zetti. O principal "informante" foi o auxiliar-técnico Ageu.

Solução emergencial que resultou na seguinte formação: Ney; Marcelo Toscano, Marcelo, Aderaldo e Fabinho; Agenor, Edimar, João Paulo e Bruninho; Alex Afonso e Wando. O esquema tático também mudou, passando do 3–5–2 para o 4–4–2.

"Não teremos ainda um grande entrosamento, mas será um time que vai lutar, vai estar organizado. Isso que eu quero e exijo. Talvez dessa vez teremos de ir mais na força, na dedicação, do que na técnica", comenta o treinador.

Das seis caras novas, quatro são estreantes. O ala-direito Marcelo Toscano e o volante João Paulo chegaram com Zetti, na terça, e mesmo assim vão para o campo. Primeira vez também do zagueiro Aderaldo e do atacante Alex Afonso, contratados há mais tempo.

Sobram Ney e Marcelo. O goleiro retoma a titularidade, depois de dois meses e meio na reserva de Rodolfo. Por fim, o defensor atuará a segunda vez pelo profissional. Aos 17 anos, cria das categorias de base, Marcelo debutou diante do J. Malucelli, na última rodada do Paranaense.

"Não vou dizer que estou 100% fisicamente. Estou treinando há 10 dias, passei dois meses parado. Mas vamos para a luta. Dentro de campo saberemos superar tudo", comenta Aderaldo, retornando após as passagens pelo clube em 2005 e 2007.

Tantas mudanças que nem deu tempo de os atletas se conhecerem. Mas isso não será problema. "O futebol é universal. Se não fosse, eu não teria jogado na China. Lá, não dava para saber o nome de cada um, todos se pareciam muito", afirma Aderaldo.

"Não conheço todos os companheiros ainda, não guardei o nome. Mas a gente chama de ‘feio’, ‘bonito’, vamos chamando que eles escutam. Com a bola rolando a gente se adapta", acrescenta Agenor.

O volante viaja para Salvador mesmo sem ter definido sua situação. Emprestado pelo Brasiliense até o fim do mês, na semana que vem Agenor deve acertar a permanência no Durival Britto. Provavelmente, em novo empréstimo, por parte do Jacaré ou por um grupo de investidores que está tentando adquirir os seus direitos econômicos.

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A transformação

Zetti chegou, fez dois treinamentos e já promoveu mudanças em todos os setores da equipe para o confronto com o Bahia, amanhã.

Goleiro

Para o novo treinador, a Série B e o momento de dificuldade exigem um goleiro mais experiente. Assim, Ney (31 anos) volta ao time e Rodolfo (18) vai para o banco.

Defesa

Quase inteiramente reformulada. Dos titulares de Wágner Velloso, somente o lateral-esquerdo Fabinho permanece. Com três zagueiros disponíveis, Zetti optou pelas novidades Aderaldo e Marcelo, mandando Élton para a reserva. Na direita, Marcelo Toscano roubou o lugar de Thiago Araújo.

Meio de campo

Setor menos mexido. Agenor e Edimar seguem no time, que terá mais um volante, o estreante João Paulo. O único meia será Bruninho. Ele foi titular boa parte do Paranaense, perdeu espaço na reta final da competição, mas se tornou a principal peça de armação com a saída de Lenílson.

Ataque

Wando foi mantido, mas ganhou novo companheiro: Alex Afonso. Artilheiro do Tricolor no Estadual, com oito gols, Wellington Silva vai ter de esperar.

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