Depois do próprio clube, jogadores e torcedores, outro "personagem" comemorou o bicampeonato paranaense do Coritiba, no último domingo. A empresa L.A. Sports, que tem relação direta com 25% do elenco alviverde oito jogadores viu seus atletas se valorizarem no embalo dos recordes quebrados pela equipe.
A parcela de participação do grupo que administra a carreira de mais de 30 boleiros é facilmente identificada. O zagueiro Emerson, o lateral-esquerdo Eltinho, o volante Léo Gago, os meias Rafinha e Davi são considerados titulares. O atacante Leonardo também era, mas perdeu a posição para Bill ao se lesionar. O volante Marcos Paulo e o goleiro Vanderlei são reservas imediatos.
"[O título] foi a coroação de um trabalho da diretoria, do [superintendente de futebol, Felipe] Ximenes, dos jogadores, do treinador, com uma participação, nem que seja pequena, nossa. Mas teve", afirmou o proprietário da L.A., Luiz Alberto de Oliveira, por telefone, direto do Japão, onde está desde a semana passada para novos negócios.
Os bons resultados colhidos pela parceria entre o Alviverde e a L.A. deram o respaldo necessário para incrementar o relacionamento. A contratação do volante Gil, da Ponte Preta, primeiro reforço para o Brasileiro, teve influência da empresa, que adquiriu os direitos econômicos dele meses atrás.
O atacante Roberto, também ligado à L.A., seria outra opção. Ele chegou a treinar no CT Graciosa enquanto o Campeonato Japonês esteve paralisado por causa do terremoto do dia 11 de março. No entanto, o FC Tokyo, na última hora, não o liberou.
"Nosso trabalho é facilitar para que o Coritiba tenha jogadores de qualidade. Se precisar, iremos atrás de outros. Revelamos bons nomes e estamos um passo à frente de outras empresas", explicou o empresário, sem dar dicas sobre futuros contratados e confiante na classificação à Libertadores nesta temporada.
Elogiando o "corretíssimo parceiro", o vice-presidente alviverde Vilson Ribeiro de Andrade lembrou que, para não correr riscos, em toda negociação com a L.A. o Coritiba compra pelo menos 50% dos direitos econômicos dos atletas. No caso do meia Davi, que veio por empréstimo, há uma opção de compra que será exercida até junho, segundo o dirigente.
"Somos investidores do futebol. O clube ganha, o jogador ganha e posteriormente ganharemos também", fechou Luiz Alberto, lamentando não poder comemorar o 35.º título paranaense na arquibancada, como fazia antes de se tornar empresário.



