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Copa América

Pato se diz à vontade na seleção, mesmo jogando diferente do Milan

Enquanto que no clube italiano o jogador faz o papel de segundo atacante, na Copa América ele joga como referência na área

Na coletiva desta terça, Alexandre Pato disse que gosta de jogar da forma que vem atuando na seleção | Hedeson Alves / Gazeta do Povo
Na coletiva desta terça, Alexandre Pato disse que gosta de jogar da forma que vem atuando na seleção (Foto: Hedeson Alves / Gazeta do Povo)

Los Cardales, Argentina – No Milan, Alexandre Pato joga como segundo atacante, enquanto o sueco Ibrahimovic faz o papel de referência ofensiva. Na seleção brasileira de Mano Menezes o jogador paranaense foi escolhido para fazer essa função. Apesar de ter passado em branco na estreia pela Copa América, o empate por 0 a 0 com a Venezuela, ele diz que se sente à vontade ali.

"Gosto muito [de jogar desta forma]. O que eu sei é fazer gols. Infelizmente, contra a Venezuela não deu", diz o atacante, questionado se estaria se sentindo à vontade na posição. "Me senti como no jogo com os Estados Unidos. Meu papel é segurar a bola ali na frente", responde, lembrando do amistoso de estreia de Mano pela seleção, no dia 10 de agosto de 2010, quando o camisa 9 marcou um dos gols na vitória por 2 a 0 – o outro foi de Neymar. Como a dinâmica do quarteto ofensivo formado por ele, Neymar, Robinho e Ganso não funcionou bem no primeiro jogo na Argentina, um dos principais recursos ofensivos foram os lançamentos longos da dupla de zagueiros para o atacante. "Até havia conversado com o Thiago Silva e o Lúcio antes. Que se o adversário estivesse muito em cima, como o meu ponto forte é a velocidade, poderiam jogar que eu tentaria segurar e esperar que os outros jogadores se aproximassem. Com certeza fiz bem esse papel. O que faltou foi o gol mesmo", conta Pato.

Para Thiago Silva, o entrosamento do Milan facilita muito na execução da jogada, uma alternativa a fortes marcações na intermediária. "É questão de espaço, de situação de jogo. Nem sempre a bola tem de passar por Ganso, Ramires e Lucas [no meio de campo]. Quando não há espaço, nesses dois anos de Milan com o Pato aprendi muito. Quando ele balança a cabeça já sei para onde vai. Nosso entrosamento é muito grande. Pode ter certeza que o lançamento não acontece por acaso. Tenho certeza que podemos fazer essa jogada, e que se no momento certo a bola passar pelo Ganso, vai colocar o Pato na cara do gol", afirma o zagueiro.

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