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Libertadores

Pavor e quebra-quebra após eliminação corintiana

Para desviar da fúria da torcida, Ronaldo se esquivou da delegação | Grizar Júnior / Agência Estado
Para desviar da fúria da torcida, Ronaldo se esquivou da delegação (Foto: Grizar Júnior / Agência Estado)

São Paulo - O Corinthians viajou para a Co­­lômbia pensando no que de pior poderia acontecer. E na volta para casa, ontem, após a eliminação da fase pré-Libertadores para o De­­portes Tolima, precisou usar tudo para evitar encontros com a torcida, enfurecida. De Campinas até São Paulo o grupo precisou de pa­­ciência e ajuda para evitar que as ma­­nifestações atingissem os jogadores. E nem assim o clube ficou livre de vandalismos.

Muito antes de o avião pousar na pista de Campinas, torcedores com camisas da organizada Ga­­viões da Fiel já esperavam o desembarque. O grupo não chegava a 30 pessoas. Mas todos estavam dispostos a protestar veementemente. Uma sacola com ovos estava à espera dos atletas. Uma faixa com "in­­competência" era exibida.

Tudo o que eles pretendiam foi por água abaixo com o drible que o Corinthians deu – a delegação ficou quase uma hora e meia na pista antes de partir ru­­mo a São Paulo.

Para evitar possíveis manifestações como as que marcaram o período de sete jogos sem vencer no Brasileirão do ano passado, em vez de o ônibus ir até o CT Joaquim Grava, onde car­­ros de jogadores e da comissão técnica estavam estacionados, o grupo se dispersou perto de Alphaville. Dali, cada jogador teve de se arranjar para ir pa­­ra casa.

Durante tudo isso, muito van­­dalismo. Um grupo depredou e pichou a sede do clube no Parque São Jorge, na madrugada, um outro invadiu o Centro de Treinamento do Parque Eco­­lógico e quebrou carros de jogadores e funcionários.

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