
São Paulo - O Corinthians viajou para a Colômbia pensando no que de pior poderia acontecer. E na volta para casa, ontem, após a eliminação da fase pré-Libertadores para o Deportes Tolima, precisou usar tudo para evitar encontros com a torcida, enfurecida. De Campinas até São Paulo o grupo precisou de paciência e ajuda para evitar que as manifestações atingissem os jogadores. E nem assim o clube ficou livre de vandalismos.
Muito antes de o avião pousar na pista de Campinas, torcedores com camisas da organizada Gaviões da Fiel já esperavam o desembarque. O grupo não chegava a 30 pessoas. Mas todos estavam dispostos a protestar veementemente. Uma sacola com ovos estava à espera dos atletas. Uma faixa com "incompetência" era exibida.
Tudo o que eles pretendiam foi por água abaixo com o drible que o Corinthians deu a delegação ficou quase uma hora e meia na pista antes de partir rumo a São Paulo.
Para evitar possíveis manifestações como as que marcaram o período de sete jogos sem vencer no Brasileirão do ano passado, em vez de o ônibus ir até o CT Joaquim Grava, onde carros de jogadores e da comissão técnica estavam estacionados, o grupo se dispersou perto de Alphaville. Dali, cada jogador teve de se arranjar para ir para casa.
Durante tudo isso, muito vandalismo. Um grupo depredou e pichou a sede do clube no Parque São Jorge, na madrugada, um outro invadiu o Centro de Treinamento do Parque Ecológico e quebrou carros de jogadores e funcionários.



