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Série B

Penhora atinge ganhos do Paraná com Kelvin

Vitória, que cobra antiga indenização do Tricolor, embarga R$ 2 milhões de uma possível venda do prata da casa

Kelvin (à esquerda) abraça Rodrigo Pimpão, autor do gol paranista | Pedro Serápio/ Gazeta do Povo
Kelvin (à esquerda) abraça Rodrigo Pimpão, autor do gol paranista (Foto: Pedro Serápio/ Gazeta do Povo)

O departamento jurídico do Pa­­raná confirmou ontem a informação de que os direitos econômicos do atacante Kelvin foram penhorados para quitar uma ação movida pelo Vitória e a empresa do ex-presidente do clube baiano, Paulo Car­­neiro.

O clube e a Carneiro Assessoria Ltda. pedem na Justiça a devolução do valor investido na compra de direitos econômicos do atleta Flávio Guilherme, que defendeu o Tricolor em 2001. Com a ação, caso o Paraná negocie Kelvin, parte do valor terá de ser depositado em juízo. Em valores corrigidos, o montante cobrado chegaria a R$ 2 mi­­lhões.

"Já sabíamos que iam fazer isso [pedir a penhora]. Não é a primeira vez que isso acontece. Foi assim com o Giuliano [atualmente no Inter] e o Josiel [no Atlético-GO]. Por isso, pedimos uma audiência de conciliação para dezembro para tentar fazer um acerto", explica Alessandro Kishino, advogado do Tricolor.

Especula-se que a multa rescisó­­ria da revelação, que tem contrato com o Tricolor até maio de 2012, esteja fixada na casa dos R$ 7 mi­­lhões. Vale lembrar que este valor já seria re­­partido por vários investidores, antes mesmo do depósito em juízo. O assunto veio à tona no site Paranautas, na segunda-feira.

A negociação foi feita em 2001, durante o mandato de Ênio Ri­­bei­­ro. Segundo o clube baiano e a em­­presa de Carneiro, o Paraná, em 2003, rescindiu o contrato de trabalho com o atleta de forma antecipada, prejudicando os investidores, que perderam suas cotas nos direitos econômicos. Flávio entrou com uma ação para pedir a liberação e o Paraná acatou o pedido.

"É uma ação antiga. Não acompanhamos. Provavel­­men­­te, o es­­critório da empresa do Carneiro estava tomando conta. Mas nós vamos requerer os direitos do clube, sem dúvida", diz Manoel Ma­­chado, advogado do Leão.

Em 2004, a ação já estava na or­­dem de R$ 916.348,68. Hoje, com os valores corrigidos, vale R$ 1.975.579,68. Em dezembro de 2010, ocorrerá uma audiência de conciliação para tentar um acordo entre as partes.

"Vamos averiguar melhor a situação. Sei apenas que o garoto [Kelvin] é uma revelação. Em princípio, não temos interesse em uma conciliação", comenta Alex Por­tela, atual presidente do Vitória.

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