
O departamento jurídico do Paraná confirmou ontem a informação de que os direitos econômicos do atacante Kelvin foram penhorados para quitar uma ação movida pelo Vitória e a empresa do ex-presidente do clube baiano, Paulo Carneiro.
O clube e a Carneiro Assessoria Ltda. pedem na Justiça a devolução do valor investido na compra de direitos econômicos do atleta Flávio Guilherme, que defendeu o Tricolor em 2001. Com a ação, caso o Paraná negocie Kelvin, parte do valor terá de ser depositado em juízo. Em valores corrigidos, o montante cobrado chegaria a R$ 2 milhões.
"Já sabíamos que iam fazer isso [pedir a penhora]. Não é a primeira vez que isso acontece. Foi assim com o Giuliano [atualmente no Inter] e o Josiel [no Atlético-GO]. Por isso, pedimos uma audiência de conciliação para dezembro para tentar fazer um acerto", explica Alessandro Kishino, advogado do Tricolor.
Especula-se que a multa rescisória da revelação, que tem contrato com o Tricolor até maio de 2012, esteja fixada na casa dos R$ 7 milhões. Vale lembrar que este valor já seria repartido por vários investidores, antes mesmo do depósito em juízo. O assunto veio à tona no site Paranautas, na segunda-feira.
A negociação foi feita em 2001, durante o mandato de Ênio Ribeiro. Segundo o clube baiano e a empresa de Carneiro, o Paraná, em 2003, rescindiu o contrato de trabalho com o atleta de forma antecipada, prejudicando os investidores, que perderam suas cotas nos direitos econômicos. Flávio entrou com uma ação para pedir a liberação e o Paraná acatou o pedido.
"É uma ação antiga. Não acompanhamos. Provavelmente, o escritório da empresa do Carneiro estava tomando conta. Mas nós vamos requerer os direitos do clube, sem dúvida", diz Manoel Machado, advogado do Leão.
Em 2004, a ação já estava na ordem de R$ 916.348,68. Hoje, com os valores corrigidos, vale R$ 1.975.579,68. Em dezembro de 2010, ocorrerá uma audiência de conciliação para tentar um acordo entre as partes.
"Vamos averiguar melhor a situação. Sei apenas que o garoto [Kelvin] é uma revelação. Em princípio, não temos interesse em uma conciliação", comenta Alex Portela, atual presidente do Vitória.



